AO VIVO, STF tem maioria pelo afastamento de diretor-geral da PF, mas julgamento está suspenso por Gilmar Mendes; acompanhe

André Mendonça pede o afastamento de Andrei Rodrigues da PF e dois ministros votam por manter determinação, formando maioria na decisão. Gilmar Mendes pede vista e suspende julgamento.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

  1. O pedido de vista feito por Gilmar Mendes suspende o julgamento.

    No entanto, outros dois ministros adiataram o voto: Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votaram com o relator, André Mendonça, pelo afastamento de Andrei Rodrigues da PF.

    Como a Segunda Turma é formada por cinco ministros, já há maioria pelo afastamento de Rodrigues.

  2. Gilmar Mendes pede vista no processo

    Na sessão extraordinária do Supremo agora pela manhã, o ministro Gilmar Mendes pediu vista no processo que pede a saída de Andrei Rodrigues da Polícia Federal.

  3. Entenda a escalada da crise no Supremo

    O estopim da crise no Supremo ocorreu no início da semana passada, quando o ministro André Mendonça, relator do inquérito do Banco Master no STF, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reunia informações sobre as interações entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

    Os diálogos mostram que o banqueiro cobrava atenção especial aos pagamentos do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

    Em despacho no âmbito do Inquérito das Fake News, do qual é relator, Moraes apresentou relatórios de inteligência da PF que, segundo ele, indicariam que Mendonça teria cometido, "em tese", improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade, além de ter comprometido a "imparcialidade judicial" e favorecido "determinados grupos políticos" ao atuar como relator de casos envolvendo o escândalo do INSS e o Banco Master.

    Entre as situações, o despacho acusa Mendonça de ter ordenado "diligência investigatória policial para a produção ilegal de provas contra o ministro Alexandre de Moraes".

    Diante disso, Fachin solicitou formalmente esclarecimentos a Moraes e Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O presidente do STF deu prazo de cinco dias para que os envolvidos se manifestassem sobre a crise.

    Na sexta-feira (4/9), Fachin retirou a análise contra Mendonça do caso do âmbito do inquérito das Fake News. No mesmo dia, durante evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que a crise no tribunal reforçava a necessidade de encerrar a investigação.

  4. Mendonça menciona 'monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte'

    Em sua decisão desta terça, Mendonça afirma que Andrei Rodrigues, como diretor da PF, encaminhou a Moraes ao menos seis "relatórios de inteligência" produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026.

    O magistrado aponta ainda um monitoramento irregular por parte da inteligência policial "ao menos há mais de 30 dias".

    "Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação", diz o magistrado no documento.

  5. Sessão extraordinária no Supremo foi convocada para hoje

    Na mesma decisão, Mendonça pediu o afastamento do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa.

    O ministro solicitou a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para referendar a decisão ainda nesta terça-feira.

  6. Mendonça afasta Andrei Rodrigues da PF e agrava crise no Supremo

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8/9) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

    Em sua decisão, Mendonça determina a abertura imediata de procedimentos investigativos criminais e administrativo-disciplinares contra Rodrigues na Corregedoria da PF.