AO VIVO, Defesa de Flávio Bolsonaro sobre possível saída do Brasil: 'Estamos no escuro'; siga

Segundo a agência Reuters, senador e candidato derrotado está em voo a caminho dos EUA; ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia ordenado que o senador entregasse seus passaportes e proibido que ele saísse do Brasil; acompanhe também a reação dos mercados após vitória de Lula para um quarto mandato e todas as notícias desta terça-feira.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Por Marina Rossi, Leandro Prazeres, Vinicius Mendes, Thais Carrança, Mariana Schreiber, Rute Pina, Mariana Alvim e Julia Braun, da BBC News Brasil em São Paulo, Brasília e Londres.

  1. Em paralelo à busca por Flávio, Valdemar Costa Neto e Michelle Bolsonaro postam fotos juntos

    Valdemar e Michelle posando para foto, sorrindo, de dentro de sala

    O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, postou há pouco uma foto ao lado da senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF), esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro e madrasta de Flávio Bolsonaro, ambos também do PL.

    "Recebi hoje a senadora eleita Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre o futuro do nosso partido e os desafios que temos pela frente. Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil", escreveu Costa Neto.

    No primeiro semestre, Michelle e Flávio tiveram desavenças que acabaram vindo a público, incluindo um pedido de desculpas por parte do senador.

  2. Renan Santos critica possível ida de Flávio aos EUA: 'Não é a postura de líder'

    Renan Santos falando, com olhar sério

    O ex-candidato à presidência Renan Santos (Missão) divulgou uma nota agora há pouco em que critica a postura de Flávio Bolsonaro de supostamente fugir para o exterior.

    "Flávio é alvo de uma disputa política. A briga no STF e as investigações vão todas seguir critérios políticos. O Brasil está uma várzea. Entretanto, esta não é a postura de um líder", disse Renan Santos, derrotado na disputa presidencial no primeiro turno.

    "Fuja se você for fraco. Encare o problema se for homem, e pague pelas consequências, mesmo quando inocente. Liderar, querer mudar o teu país, é um fardo muito grande. Homens que estão dispostos a puxar cana, mesmo quando injusto, por aquilo em que acreditam, são homens que colocam o nome deles na história".

    Para Santos, se confirmada a ida do senador aos EUA, este vai continuar atuando politicamente, mas com uma postura de "exilado" no exterior.

    "Vai ter muita gente achando bonito, vamos dizer que ele é um herói no exílio, e na prática ele vai continuar manipulando a política do Brasil direto dos Estados Unidos. Triste destino para quem achava que esse cara seria um herói", concluiu.

  3. Defesa de Flávio diz estar 'no escuro' sobre possível saída do senador do Brasil

    A defesa da campanha de Flávio Bolsonaro disse à BBC News Brasil que está “completamente no escuro” sobre a possível saída do senador do Brasil.

    Procurada pela reportagem nesta tarde, a defesa afirmou que não tinha conhecimento do que havia acontecido e que continuava sem informações sobre o caso.

    O coordenador Rogério Marinho deve se pronunciar assim que houver mais informações.

  4. BBC News faz cobertura em tempo real sobre paradeiro de Flávio

    Site da BBC News com foto de Flávio Bolsonaro e título da cobertura em tempo real

    O site em inglês da BBC News também está fazendo cobertura em tempo real sobre a situação do senador, afirmando no título que "Autoridades brasileiras buscam paradeiro de Flávio Bolsonaro após ele deixar de entregar passaporte".

    A página informa que o STF havia pedido que Flávio entregasse o documento em 24 horas como parte de uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro — acusação que ele nega.

    "[Flávio] Bolsonaro afirmou que não tinha planos de deixar o país. No entanto, o prazo expirou sem que ele entregasse os documentos, o que gerou especulações de que ele possa ter saído do país", informa a BBC News.

  5. Pesquisas erraram o resultado da eleição?

    Ilustração mostra pessoas em fila para votar com cédula

    Redução da abstenção, mudanças da cabeça do eleitor à véspera da eleição, sociedade polarizada...

    Esses são alguns dos fatores que ajudam a explicar por que o resultado do segundo turno da eleição presidencial foi significativamente diferente do que as pesquisas de intenção de voto mostravam, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

    Para eles, não é correto dizer que as pesquisas erraram. Entenda aqui.

  6. Vice de Flávio diz que reza pela seguranca da família do senador e fala em 'perseguição implacável'

    Alfredo Gaspar

    O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, publicou no X uma mensagem de solidariedade ao senador.

    “Diante da perseguição implacável sofrida pelo presidente Flávio Bolsonaro, presto minha solidariedade a ele, a Fernanda e às suas duas filhas, rogando a Deus pela segurança e pelo bem-estar dessa família amada”, escreveu Gaspar, sem mencionar, contudo, a possível saída da família do Brasil.

    Minutos antes, o deputado havia publicado um vídeo em que agradeceu os quase 60 milhões de votos recebidos pela chapa e afirmou que “algumas derrotas são verdadeiras vitórias”.

    Gaspar também disse que, a seu ver, o sistema mudou as regras da eleição no segundo turno, mas que eles permaneceram firmes. Ele agradeceu a Flávio pelo convite para ser candidato a vice e afirmou que a derrota não foi em vão.

    “Nossa trincheira de luta está pronta. Agora vamos adiante, lutar para classificar PCC e CV como terroristas, lutar pela proibição das drogas”, disse, ao defender a continuidade das bandeiras da campanha no Congresso.

    “Permanecemos firmes ao que acreditamos e, num futuro próximo, o Brasil vai vencer”, concluiu.

  7. Eventual ida de Flávio aos EUA pode atrapalhar a retomada das relações do Brasil com o país?, Por Leandro Prazeres, em Brasília

    O governo brasileiro avalia que uma eventual ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos não deve, por si só, impedir a retomada de uma relação pragmática com o governo norte-americano, disse um integrante do governo à BBC News Brasil, em caráter reservado.

    Segundo ele, o governo acompanhará os passos do senador caso ele tenha viajado mesmo para fora do país e, caso haja pedidos de prisão contra ele, poderá ser pedida a extradição do parlamentar.

    Na avaliação deste integrante do governo, uma suposta ida de Flávio para o exterior não seria um empecilho para uma tentativa de normalização das relações entre os dois países, abalada pela imposição de tarifas norte-americanas contra produtos brasileiros.

  8. TSE confirma número de votos registrados após as 17h

    Pessoa teclando em urna

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou hoje o número de votos registrados após as 17h no domingo (25/10), após a prorrogação do horário de votação para 19h determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin.

    Foram 34.393 votos em todo o país, menos de 0,03% dos votos totais.

    A prorrogação do horário de votação foi inicialmente apontada por Flávio Bolsonaro como um motivo pelo qual ele pediria a anulação do segundo turno. Mas, depois, ele mudou de estratégia e anunciou que focaria no pedido de cassação da chapa de Lula por abuso de poder econômico.

  9. Aliados defendem possível saída de Flávio do Brasil

    Deltan Dallagnol

    Aliados de Flávio Bolsonaro defenderam nas redes sociais a possível saída do senador do Brasil e atribuíram a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a responsabilidade pela ida aos Estados Unidos.

    O senador eleito pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) disse que havia conversado com Flávio no domingo à noite e que, na ocasião, o senador afirmou que ficaria no Brasil.

    "Mas naquele momento a gente ainda não sabia da perseguição que estava sendo instaurada quando o ministro Alexandre de Moraes mandou apreender o passaporte dele", afirmou Dallagnol.

    Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná, também se manifestou. Inicialmente, o senador publicou no X uma mensagem em que questionava o pedido de apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro.

    "Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição? O Brasil segue longe da normalidade institucional", escreveu.

    Minutos depois, Moro editou a publicação para defender a possível saída do Brasil. "No contexto, Flávio deixar o país é compreensível."

    Publicação de Sergio Moro no X

    A possibilidade de Flávio ter deixado o país também foi tratada por outros aliados como consequência de ações do ministro do STF. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), por exemplo, afirmou que o senador teria ido aos Estados Unidos “para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes”.

    O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) também relacionou a suposta saída ao cenário político brasileiro. “Toda voz da oposição que se levante contra esse regime ditatorial tem que fugir do país”, escreveu.

    Já Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou a segurança de opositores no Brasil: “Se um candidato a presidente que recebe 60 milhões de votos precisa (supostamente) sair do país, que segurança tem um cidadão comum que se opõe ao atual regime?”

    O deputado federal Maurício Marcon (PL-RS), por sua vez, comparou o caso ao da líder opositora venezuelana María Corina Machado e afirmou que Flávio teria fugido para o exílio nos Estados Unidos. Marcon também alegou que Moraes poderia usar o senador para pressionar parlamentares a convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a não abrir um processo de impeachment contra o ministro.

    Mais cedo, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse não saber se Flávio havia deixado o país, mas afirmou que, caso isso tivesse ocorrido, a decisão deveria ser compreendida. Ele também publicou uma mensagem de apoio à família do senador.

  10. Qual é a situação jurídica de Flávio?

    Flávio Bolsonaro de perfil, com sorriso contido

    Flávio Bolsonaro (PL) é alvo de dois inquéritos que tramitam no STF atualmente: um sobre possíveis irregularidades na transferência de quase US$ 70 milhões do Banco Master para o filme Dark Horse; e outro sobre suposta lavagem de dinheiro em articulação com o advogado Willer Tomáz.

    O senador perderá o foro privilegiado em 31 de janeiro, quando acaba seu mandato parlamentar. Mas, segundo jurisprudência do STF, as investigações em curso seriam mantidas na Corte.

    Entenda os inquéritos dos quais Flávio é alvo e por que o ministro do STF Alexandre de Moraes é relator de um deles nessa reportagem.

  11. Os bolsonaristas que vivem atualmente nos EUA

    Ramagem
    Legenda da foto, Alexandre Ramagem é um dos bolsonaristas atualmente nos EUA

    Caso se confirme a ida de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, o senador se somará a uma lista de bolsonaristas que já vivem no país, todos com complicações com a Justiça e que alegam serem vítimas de perseguição no Brasil.

    Confira a lista:

    Alexandre Ramagem: Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal, deixou o Brasil em setembro de 2025 e está nos Estados Unidos como foragido da Justiça brasileira, após ser condenado a mais de 16 anos de prisão por participação na trama golpista de 8 de janeiro. Ele foi detido pelo ICE, serviço de imigração americano, em abril de 2026, mas liberado dois dias depois, enquanto seu processo migratório e o pedido de asilo seguem em andamento.

    Allan dos Santos: Deixou o Brasil em julho de 2020 e é considerado foragido da Justiça brasileira. À época de sua partida, Santos era alvo de dois inquéritos no STF e já havia sido alvo de operações da Polícia Federal. O blogueiro teve a prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes em outubro de 2021, no âmbito do inquérito das milícias digitais, e no ano seguinte foi condenado a 1 ano e 7 meses em regime aberto por calúnia, difamação e injúria contra a cineasta Estella Renner.

    Eduardo Bolsonaro: O deputado federal cassado partiu para os EUA em março de 2025. À época, ele disse que ficaria no país para se dedicar em tempo integral a convencer o governo Trump a atuar pela anistia aos envolvidos nos ataques do 8 de janeiro e por sanções contra Moraes. Eduardo obteve o green card do governo americano em julho de 2026, após ser condenado em junho pelo STF a 4 anos e 2 meses de prisão, pelo crime de coação no curso do processo, por ter atuado para interferir no julgamento da ação penal em que o pai foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

    Paulo Figueiredo: É neto do ex-ditador João Batista Figueiredo e amigo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Os dois foram denunciados pela Procuradoria Geral da República (PGR) por coação no curso de processo, mas o processo foi desmembrado e o de Figueiredo ainda aguarda julgamento. Mudou-se para os EUA em 2015, após encerrar uma parceria de negócios com Donald Trump para um projeto hoteleiro no Rio de Janeiro.

  12. Aniversário de Lula é celebrado hoje

    Lula

    Lula comemora hoje 81 anos, dois dias depois de ser reeleito pela segunda vez.

    O presidente tem duas datas de aniversário. A oficial, reconhecida pela mãe, Dona Lindu, é hoje. É essa que consta em sua biografia também é a que ele celebra.

    Em seu documento, no entanto, consta como o dia do nascimento sendo 6 de outubro.

    Isso porque Lula nasceu em Vargem Comprida, no interior de Pernambuco. À época, a localidade era um distrito de Garanhuns. Hoje, faz parte do município de Caetés.

    Segundo afirmou ao UOL o irmão mais velho de Lula, conhecido como Frei Chico, a diferença de datas é atribuída à precariedade de registros na região onde a família vivia.

    "Um dia minha mãe foi ao cartório em Santos registrar os filhos. Levou anotado todas as datas e os nomes. Mas acredito que ficou intimidada pela atitude da escrivã, que sugeriu mudar o nome da minha irmã, ali, na hora de Sebastiana para Ruth, seu próprio nome em sua 'homenagem', e ela acabou se atrapalhando com tantas", disse ele.

  13. Líder do PL na Câmara manifesta apoio a Flávio Bolsonaro

    Post de Sóstenes Cavalcanti

    Em uma postagem nas redes sociais nesta tarde, o líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante, manifestou apoio a Flávio Bolsonaro.

    Ele publicou uma imagem do senador com a esposa e as filhas e escreveu: "Eu apoio Flávio Bolsonaro e sua família".

    À CNN, Sóstenes disse que não sabia se Flávio havia fugido, mas que qualquer decisão que o senador tivesse tomado "deveria ser compreendida" e que teria o apoio dele.

  14. Se Flavio estiver fora do país, ele pode ser considerado foragido?, Por Mariana Schreiber

    Bandeira do Flávio Bolsonaro ao lado de uma bandeira meia do Brasil meia dos EUA

    Flávio Bolsonaro não deve ser tratado como foragido da Justiça, mesmo que se confirme sua saída do país após o ministro Alexandre de Moraes determinar a apreensão de seus passaportes.

    Segundo criminalistas ouvidos pela BBC News Brasil, o senador só poderia ser tratado como foragido se houvesse uma ordem de prisão preventiva contra ele.

    A decisão de Moraes veio dentro de um inquérito que investiga Flávio por suposta lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz.

    “Foragido é quem tem contra si uma ordem de prisão e não se apresenta para o seu cumprimento. O que o Flávio tem contra ele é uma ordem de uma medida cautelar alternativa à prisão: a proibição de ausentar-se do país, tendo como mecanismo para assegurá-la a entrega dos passaportes”, disse o criminalista Gustavo Badaró, professor titular de Direito Processual Penal da Universidade de São Paulo (USP).

    “Se confirmado que Flávio deixou o país, a situação dele é de alguém que está sendo investigado em um inquérito policial e descumpriu uma medida cautelar alternativa à prisão. Pode até ocorrer que, em virtude deste descumprimento, seja requerida a prisão preventiva dele e o ministro Alexandre de Moraes a decrete. Neste caso, se houver uma ordem de prisão contra ele, aí ele poderá ser considerado foragido”, continuou.

    A avaliação é a mesma do professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Davi Tangerino.

    “Enquanto não houver uma ordem de prisão, não podemos chamá-lo de foragido. Por enquanto, tudo o que ele fez foi descumprir uma medida cautelar de entrega de passaporte”.

    Por outro lado, o descumprimento da ordem judicial que determinou a entrega dos passaportes caracteriza crime de desobediência, previsto no artigo 330 do Código Penal, com pena prevista de detenção de quinze dias a seis meses, além de multa.

  15. Tarcísio reconhece eleição, mas não menciona Lula

    Tarcísio de Freitas

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), publicou hoje um vídeo em suas redes socias, dois dias após a eleição, reconhecendo o pleito.

    Sem mencionar Lula, Tarcísio diz que "a eleição passou, o Brasil continua" e cobra do presidente ajuste fiscal, medidas para a segurança pública e ministérios liderados por "pessoas técnicas", dentre outras medidas.

    O governador reeleito fala também em "excessos", sem entrar em detalhes. "Reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos", diz ele.

  16. Flávio deixou o Brasil rumo aos EUA, diz Reuters

    A Reuters noticia agora que Flávio deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, e atribui a informação a duas fontes.

    A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil não respondeu de imediato a um pedido de comentário da agência. O advogado de Bolsonaro também preferiu não se manifestar para a Reuters.

    A BBC News Brasil está tentando contato com assessores e aliados, mas não obteve resposta até o momento.

  17. Por que investigação contra Flávio deve continuar com Moraes mesmo com perda de foro privilegiado

    Alexandre de Moraes

    Flávio perderá o foro privilegiado após 31 de janeiro, quando acaba seu mandato parlamentar.

    Apesar disso, os inquéritos contra ele devem continuar tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), avaliam criminalistas ouvidos pela BBC News Brasil.

    A atual jurisprudência da Corte determina que investigações em curso são mantidas no STF, quando os supostos crimes forem cometidos durante o mandato e relacionados à sua atuação no cargo.

    Duas investigações estão em andamento: uma apura possíveis irregularidades no repasse de quase 70 milhões de dólares do Banco Master para o filme Dark Horse, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto outra investiga suposta lavagem de dinheiro em parceria com o advogado Willer Tomáz.

    O inquérito que investiga os repasses para o filme Dark Horse tramita no gabinete de André Mendonça, mas está suspenso por decisão do presidente Edson Fachin, após a grave crise que dividiu o STF em setembro e levantou acusações de parcialidade contra o ministro.

  18. Flávio não faz declarações públicas há 21 horas

    Flávio Bolsonaro não faz declarações públicas há 21 horas. A última vez que o senador falou publicamente foi por meio de um vídeo, publicado ontem a tarde em suas redes sociais, no qual dizia que nunca pensou em deixar o país.

    O senador também não entregou seus passaportes, segundo uma fonte afirmou à BBC News Brasil. O prazo para que ele entregasse - de 24 horas após a intimação da PF - já terminou.

    O ministro Alexandre de Moraes ordenou no domingo que Flávio entregasse seus passaportes. O Senador foi intimado ontem por agentes da PF quando saía para uma visita ao pai, Jair Bolsonaro, preso em regime domiciliar.

    Ontem, no vídeo divulgado no seu Instagram e também enviado pela assessoria de imprensa do senador, Flávio disse que iria entregar os passaportes e continuaria trabalhando para ser oposição a Lula, reeleito no domingo.

  19. 'Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes', disse Flávio ontem

    Flávio Bolsonaro

    Em um vídeo em suas redes sociais publicado ontem a tarde, Flávio explicou que havia sido abordado pela PF para receber a ordem de entregar seus passaportes. Ele afirmou que a decisão de Alexandre de Moraes foi tomada com base em uma fala de seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA.

    Em entrevista na semana passada, Eduardo defendeu que, em caso de derrota nas urnas, Flávio deveria deixar o país.

    Mas no vídeo desta segunda, Flávio afirma que nunca disse que deixaria o país. "Eu nunca pensei em sair do país", disse. "Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar."

  20. Governo argentino diz que 'tomou conhecimento' do resultado das eleições no Brasil

    Javier Milei

    O governo de Javier Milei se pronunciou oficialmente nesta terça-feira (27/10) pela primeira vez sobre a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de domingo contra Flávio Bolsonaro, por meio de um porta-voz do governo argentino.

    O presidente da Argentina, Javier Milei, segue em silêncio e ainda não se manifestou publicamente sobre a vitória de Lula. Mas Adrián Ravier, porta-voz da Casa Rosada, abordou o assunto durante uma coletiva de imprensa nesta terça e disse que o resultado eleitoral já havia sido registrado.

    "Tomou-se conhecimento do resultado eleitoral do Brasil", limitou-se a dizer.

    Diante da insistência dos jornalistas na Casa Rosada, ele justificou o silêncio de Milei alegando que Lula não parabenizou o presidente argentino após sua vitória eleitoral em 2023.

    "Quando Javier Milei foi eleito, em 2023, não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente nem nada. Por enquanto, não há nenhum comunicado que pretendamos divulgar", argumentou.

    No entanto, Lula publicou uma mensagem no X na noite de 19 de novembro de 2023. "A democracia é a voz do povo, e ela deve ser sempre respeitada. Meus parabéns às instituições argentinas pela condução do processo eleitoral e ao povo argentino que participou da jornada eleitoral de forma ordeira e pacífica", publicou Lula na época.

    O porta-voz do governo argentino disse que as relações diplomáticas e comerciais entre os países seguem com "total normalidade".