Nasa revela seus planos para construir base lunar permanente até 2032

Crédito, NASA
- Author, Georgina Rannard
- Role, Repórter de Ciências da BBC News
- Published
- Tempo de leitura: 4 min
A Nasa divulgou detalhes de módulos robóticos de pouso, drones e veículos que pretende enviar à Lua como parte dos planos dos EUA para construir uma base lunar.
A empresa espacial Blue Origin, do fundador da Amazon Jeff Bezos, é uma das várias companhias escolhidas para construir as máquinas.
Os EUA querem levar americanos de volta à Lua antes que o presidente Donald Trump deixe o cargo em 2029.
Mas a Nasa está competindo com a China para levar humanos à superfície lunar, o que significa que a agência espacial está sob pressão para parecer estar vencendo a nova corrida espacial.
A China está avançando com seus próprios planos de levar humanos à Lua até 2030.
Na segunda-feira (25/03), os chineses lançaram sua espaçonave Shenzhou-23, enviando uma equipe de astronautas para a estação espacial Tiangong do país.
Em março, a Nasa anunciou um programa de US$ 20 bilhões para construir uma base permanente alimentada por energia nuclear e solar no polo sul da Lua até 2032.
O administrador da Nasa, Jared Isaacman, disse na terça-feira (26/05) que os anúncios significam que os EUA "nunca mais abrirão mão da Lua".
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Uma base permitiria aos EUA realizar experimentos científicos, potencialmente explorar recursos valiosos e viajar para Marte com mais facilidade.
Mas a maioria dos especialistas concorda que o cronograma da Nasa não é realista.
Apesar do sucesso dos EUA em enviar quatro astronautas ao redor da Lua em sua missão Artemis 2 em abril, alguns cientistas acreditam que a China provavelmente será o próximo país a levar humanos à superfície lunar.
"Não me surpreenderia nem um pouco se a China chegasse lá primeiro", disse à BBC Simeon Barber, cientista lunar da Open University, citando os contratempos da Nasa em garantir uma nave capaz de pousar humanos na Lua.
O programa Ignition Moon Base da Nasa tem três fases.
Antes de os humanos viajarem até lá, a agência espacial quer enviar módulos robóticos de pouso e drones para explorar e mapear o terreno desafiador da Lua.
Veículos de transporte também seriam levados, capazes de transportar astronautas pela superfície lunar e carregar instrumentos científicos e de comunicação.
Na terça-feira, a Nasa disse que empresas como Blue Origin, Intuitive Machines e Astrobotic foram contratadas para construir as máquinas.

Crédito, NASA
A Nasa quer que o módulo de pouso lunar da Blue Origin, chamado Endurance, seja capaz de realizar pousos precisos, além de navegação e controle autônomos.
Espera-se que o módulo de pouso Griffin-1, da Astrobotic, pouse na cratera Nobile, perto do Polo Sul.
As máquinas também fornecerão instrumentos científicos para a Nasa, incluindo câmeras de alta resolução e ferramentas que usam luz laser refletida para ajudar a nave a pousar.
Essa exploração robótica deve durar até 2029, com 25 lançamentos e 4 toneladas de carga pousadas na Lua, disse Carlos García-Galán, executivo do programa Moon Base na terça-feira.
Em seguida, a Nasa quer construir instalações de energia nuclear e solar na Lua, incluindo reatores de fissão.
Em 2032, a agência espacial quer que os humanos possam viver na Lua em habitações “semipermanentes”.
Veículos também permitiriam que astronautas percorressem longas distâncias pela superfície rochosa.
O Polo Sul da Lua é particularmente atraente porque água congelada poderia ser usada para consumo ou para produzir oxigênio.
No entanto, os planos da Nasa dependem da preparação de uma espaçonave capaz de transportar humanos com segurança até a Lua.
A SpaceX, empresa de Elon Musk, foi contratada para construir uma nave chamada Starship Human Landing System, mas enfrentou vários contratempos e atrasos.
“A etapa mais crítica é colocar os astronautas na superfície”, explica o cientista lunar Simeon Barber.
“Me parece que [a Nasa] sente que está em uma posição em que precisa começar a dizer que tem planos. Então, acho que há muita vontade política por trás disso”, diz ele.
- Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).



























