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<title>
London Talk
 - 
Neli Pereira
</title>
<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/</link>
<description>Novidades, curiosidades sobre o cotidiano na capital britânica.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2013</copyright>
<lastBuildDate>Wed, 27 May 2009 16:48:41 +0000</lastBuildDate>
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<item>
	<title>Bom, bonito e de graça</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="lixo.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/lixo.jpg" width="223" height="150" class="mt-image-none" style="" /></span> Que tal acessar a internet, entrar em um site, escolher o seu próximo guarda roupa, celular ou carro, enviar um email e ir buscar no dia seguinte. Isso tudo sem tirar a carteira do bolso, dar o número de seu cartão de crédito ou gastar um tostão?</p>

<p>Parece bom demais pra ser verdade, mas não é. Ao chegar em Londres e ver todo o tipo de eletrônico, mobílias e roupas no lixo, jogados na rua e ainda com um aviso escrito "FUNCIONANDO" ou "POR FAVOR, PEGUE", fiquei abismada. </p>

<p>Depois, a cena virou rotina e tenho que confessar que usei durante muitos anos uma dessas televisões de 42 polegadas que encontrei num desses lixões. Sem contar a vez que encontrei 700 discos de vinil de 7", que ficaram novinhos depois de um bom banho na banheira. </p>

<p>Por isso, quando descobri que algumas pessoas, em vez de jogarem as coisas no lixo, colocam em sites da internet para trocar ou simplesmente doar o que não querem mais, não fiquei tão surpresa, apesar de ter achado a ideia genial. </p>

<p>Um desses sites é o <a href="http://www.gumtree.com">gumtree</a>, que tem versões locais em diversas cidades além de Londres. Ali dá pra encontrar casas para alugar, coisas para vender, vagas de emprego e até os músicos que faltam para montar uma banda. Mas é na seção Freebies (Brindes, em tradução livre) que dá para escolher as coisas de graça. Hoje, por exemplo, as ofertas incluem um corte de cabelo, um colchão de casal, dois monitores de computador, uma impressora com cartuchos, entre outras coisas. </p>

<p>Outra opção para quem está disposto a procurar coisas de graça pela internet é o site <a href="http://www.freecycle.org/">freecycle</a>. A diferença é que neste você pode procurar as coisas por bairro, o que facilita na hora de buscar o que você escolheu. Recentemente, uma amiga pegou um armário que custava, novo, cerca de 700 libras (R$2,1 mil) na loja. </p>

<p>Em época de crise, a ideia de encontrar coisas úteis e de qualidade de graça já é muito inteligente. Se além disso, você levar em consideração que quem está doando também está reciclando e não jogando fora o que não quer mais, a ideia fica ainda melhor. </p>

<p>Eu estou usando e abusando dos freebies e ainda economizando um bom troco. Assim como a ideia, reciclo aqui a dica, pra quem quiser seguir.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/05/bom_bonito_e_de_graca.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Wed, 27 May 2009 16:48:41 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>A outra Londres</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="epping_206.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/epping_206.jpg" width="206" height="116" class="mt-image-none" style="" /></span>  Antes de vir para Londres cogitei fazer um mestrado na cidade de Nottingham. Uma das coisas que todo mundo falava quando eu comentava a probabilidade de morar lá era a tal da "floresta do Robin Hood". </p>

<p>O famoso inglês que roubava dos ricos para dar aos pobres vivia, diz a lenda, na Sherwood Forest, pertinho da cidade.</p>

<p>Depois de cinco anos por aqui, não cheguei a visitar a floresta de Robin e também não encontrei nenhum personagem parecido aqui na capital. Mas descobri, aliviada, que Londres abriga, além de parques maravilhosos, florestas, com ou sem lendas. </p>

<p>Farta da vida urbana, de férias e em Londres, conversei com um amigo interessado em acampamentos e caminhadas e ele me convidou para passar um domingo em Epping Forest. Soava como uma ótima pedida para escapar da selva de pedras e cheirar um pouco de mato, pra variar. </p>

<p>Pela primeira vez na vida cheguei a uma floresta de metrô. Central Line até Epping. De lá, uma caminhada de dez minutos até um campo de críquete e logo atrás começa a trilha para a floresta. </p>

<p>A floresta é imensa, possui áreas de conservação, lagos e até um camping bem ajeitado. Passamos cinco horas andando e vimos apenas uma pequena parte, mas já foi o suficiente para respirar ar puro e fugir da correria da cidade. </p>

<p>Na mesma semana, ainda curti uma caminhada no Parkland Walk, que acompanha uma antiga linha de trem já desativada e começa em Finsbury Park e vai até Alexandra Palace, passando por um bosque, o Highgate Wood. </p>

<p>Uma semana de caminhadas, sol e uma Londres um pouco menos cosmopolita me fizeram um bem danado. Fica aqui a dica para quem, assim como eu, anda precisando ficar mais perto da natureza e olhar a cidade com outros olhos. </p>

<p>E você, conhece alguma floresta ou caminhada bacana aqui em Londres? O que faz quando quer escapar da cidade? <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/05/a_outra_londres.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 18 May 2009 16:55:30 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>As boas &apos;armas&apos; de Brixton</title>
	<description><![CDATA[<p>Conheci Brixton, assim, de nome, antes mesmo de colocar os pés aqui em Londres. Fã confessa da banda inglesa The Clash, a faixa <em>Guns of Brixton</em>, do clássico álbum <em>London Calling</em>, fez com que esse lendário bairro do sul de Londres fosse uma das primeiras coisas que eu aprendi sobre a cidade.</p>

<p>A primeira vez que saí da estação de metrô de Brixton, na Victoria Line, foi em 2004, quando fui assistir a um filme seguido de uma entrevista com o diretor argentino Fernando Solanas, no charmoso cinema Ritzy. </p>

<p>Ao sair da estação, a mistura de gente é a primeira coisa que chama a atenção. Com uma imigração caribenha que chegou na década de 50 para ficar, Brixton se tornou um dos bairros mais multiculturais e interessantes da cidade. Além de um dos mais famosos - por bons ou maus motivos. </p>

<p>Palco de protestos violentos na década de 80 e alvo de também violentas incursões policiais - lembrem-se do caso da morte de Dorothy Cherry Groce - o bairro se tornou sinônimo de diversidade cultural, protesto, mas também de drogas, violência e um baita preconceito de gente que acha o bairro "perigoso", "sujo" ou coisa que o valha. </p>

<p>Pra mim, felizmente, a impressão é completamente inversa. Além de ser um pólo cultural interessantíssimo e bem diferente aqui em Londres, Brixton é o berço de ninguém menos que Mr. David Bowie, que nasceu ali pertinho da Brixton Academy, e abriga uma diversidade cultural bem parecida com a que nós, brasileiros, estamos bem acostumados. </p>

<p>Por sorte minha, um casal de bons amigos brasileiros que moram em Londres há muito tempo se mudou para Brixton há uns três anos e eu passei a frequentar bastante a região, que para mim, se tornou também sinônimo de boa música. </p>

<p>Numa das primeiras vezes que saí por ali, esse casal me levou ao Windmill, um pub perto de um conjunto habitacional numa ruazinha escondida perto de Brixton Hill. Cinco bandas independentes excelentes numa noite de bom rock n'roll marcaram um St. Patrick's Day de primeira. Depois disso, ir ao Windmill é sempre bom programa - boa música e gente despretensiosa. E de todo tipo. </p>

<p>Ontem, fui andando até lá da minha casa, também ao sul de Londres. Quando a noite chegou, o mesmo casal de amigos me levou para conhecer o Effra Hall Tavern, onde, segundo eles, rolava uma jam session de jazz imperdível. E pra variar, eles tinham razão. </p>

<p>A dona do bar abre a jam e incorpora um misto de Aretha Franklin, Nina Simone e Della Reese que me deixou boquiaberta. Semana que vem estarei lá de novo, pra experimentar a comida caribenha que eles servem no bar e curtir mais do bom jazz. </p>

<p>Aliás, de opções gastronômicas, Brixton também não deixa nada a desejar, mas aqui tem assunto pra mais pelo menos mais meia dúzia de posts. Aguardem. </p>

<p>Brixton tem realmente e historicamente, muitas armas. Pra mim, uma tradição de música de qualidade é apenas uma delas. </p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/03/as_boas_armas_de_brixton.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 16:23:52 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>No berço do futebol, é proibido jogar bola</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="noball_226.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/noball_226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span>"No ball games" (Proibido jogos de bola) é uma expressão que você vai ver muitas vezes ao andar por qualquer bairro londrino. Aqui no berço do futebol, jogar bola, uma pelada qualquer com os amigos, é estritamente proibido nos conjuntos habitacionais construídos pelo governo e nas áreas comuns e - atenção - de lazer de muitos condomínios e parques. </p>

<p>Neste final de semana, o sol finalmente deu as caras por aqui e esquentou um pouquinho o clima que andava pra lá de frio e que judiou muito brasileiro (inclusive eu) nesse inverno. </p>

<p>Aproveitei o sol raiando para dar uma volta na beira do rio Tâmisa e curtir um pouco o bairro onde moro, que é cheio de marinas. Achei que, assim como eu, bastante gente ia curtir o final de semana de sol e aproveitar para sair da toca e abrir as janelas, já que o termômetro passava dos 14o C e a região é cheia de decks e pontes onde a paisagem é bem bonita.</p>

<p>Nada disso. Cruzei com uma meia dúzia de pessoas pelo bairro e vi muitas janelas fechadas. Ao passar por um condomínio, observei novamente a placa de "No ball games" e vi um garotinho olhando pela janela de um dos apartamentos. </p>

<p>Fiquei surpresa e triste ao mesmo tempo. Pode ser que em outros bairros a situação seja diferente, mas não ver os parquinhos cheios de crianças, a grama cheia de garotos correndo atrás da bola e o pessoal varrendo a varanda de casa me deu uma certa tristeza. E um pouco de saudade da terra onde o sol brilha com mais freqüência e os jogos de bola já são mais do que parte da cultura da nossa infância. </p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/03/no_berco_do_futebol_e_proibido.shtml</link>
	<guid>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/03/no_berco_do_futebol_e_proibido.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 14:42:56 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>O Show de Goody</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="goody_226.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/goody_226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span> O casamento da ex-Big Brother Jade Goody, que sofre de câncer e recebeu recentemente dos médicos a notícia de que tem apenas alguns meses de vida, foi destaque na mídia britânica nesse final de semana - como prevê o contrato.</p>

<p>Goody, que foi diagnosticada com câncer no colo de útero enquanto participava da versão indiana do Big Brother e anunciou a doença no confessionário do programa, vendeu os direitos de imagem do casamento a uma revista por £700 mil (R$ 2,5 mil) e a uma rede de televisão por £100 mil (R$350 mil). </p>

<p>Além disso, seus últimos dias de vida estão sendo registrados pela mesma rede de televisão e serão transformados em um programa. </p>

<p>O casamento de Goody, se não fosse apenas porque ela está internada e sendo tratada com quimioterapia, ainda tem outro grande apelo público: o marido está sob liberdade condicional e foi liberado por uma noite com autorização da ministra do Interior para passar a noite de núpcias com a esposa. Ele cumpre pena por ter agredido um rapaz de 16 anos com um taco de golfe.</p>

<p>Apesar de toda a atenção da mídia, Goody afirma que não é fama que está buscando, nessas alturas do campeonato, mas um pé de meia para seus filhos, de quatro e cinco anos. Até o premiê Gordon Brown aplaudiu a decisão. </p>

<p>Jade defende a decisão e diz que apenas decidiu fazer, nos últimos meses de vida, o que vinha fazendo nos últimos anos. O que muda, segundo ela, é que ao invés de falar da sua vida à imprensa, estará falando sobre sua morte.  E assim como o personagem de Jim Carey no filme <em>O Show de Truman,</em> a vida da ex-Big Brother parece continuar sendo vigiada por uma câmera. Ou, no caso, várias. </p>

<p>Freqüentadora assídua dos reality shows - ela participou de pelo menos outros oito depois do BB3 -  Jade se habituou a dividir os momentos íntimos e particulares da sua vida com o público e os britânicos seguiram a sua trajetória nas telas e nas páginas dos tablóides como quem acompanha uma novela. </p>

<p>O drama da luta de Goody contra o câncer e seus últimos meses de vida não serão diferentes. Isso me leva a pensar onde está a linha, já tão tênue, que divide o público e o privado. E para onde essas celebridades instantâneas e alguns setores da mídia levaram o limite da exposição pública. E até que ponto nossas televisões não viraram, de fato, um grande buraco da fechadura, por onde se acompanha a vida alheia. </p>

<p>Já dizia o sábio Itamar Assumpção: "quem cuida da vida alheia, da sua não pode cuidar". <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/02/o_show_de_goody.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 14:19:56 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>A crise e o dia dos namorados</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="namo_226.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/namo_226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span> Enquanto os tambores começam a esquentar para o Carnaval no Brasil, os britânicos celebraram, no último sábado, o Dia dos Namorados, ou <em>Valentine's Day</em>. </p>

<p>Na semana que antecedeu o grande dia, os principais jornais, revistas e websites do país publicaram dicas e mais dicas sobre a melhor maneira de passar o sábado, sozinho ou acompanhado. </p>

<p>Os já bem tradicionais presentes como flores, cartões, noites em hotéis diversos, e as festas para solteiros ou pra quem não quer comemorar, todos vieram com um diferencial nesse dia dos namorados de 2009: como agradar o parceiro ou celebrar o dia da maneira mais barata? </p>

<p>Em meio à crise, o romantismo normalmente associado à data deu lugar a guias e recomendações sobre como celebrar sem gastar muito. Para tentar incentivar o consumo, restaurantes, floriculturas e outros segmentos do comércio bombardearam o consumidor com promoções, descontos e a promessa de um <em>Valentine's Day </em>mais econômico. </p>

<p>Ainda não sei se a tentativa funcionou. O que deu pra perceber é que os restaurantes mais populares estavam cheios e não foi assim tão difícil encontrar uma menina com flores nos braços ao andar pela cidade. </p>

<p>Eu economizei e ainda tive um dia dos namorados pra lá de brasileiro. Feijoada na casa dos amigos, com direito a fogueira pra esquentar e boa companhia - nada de bombons, cartão cor-de-rosa ou flores. E ainda tudo por um precinho bem camarada na onda da vaquinha pra dividir as despesas. </p>

<p>De um jeito ou de outro, brasileiro sempre acha um jeitinho de economizar, se divertir e curtir um carnaval, ou um dia dos namorados, fora de época. <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/02/a_crise_e_o_dia_dos_namorados.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 12:10:33 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Neste Natal, os pacotes chegaram mais cedo</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="compras203.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/compras203.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-none" style="" /></span> Embrulhos, sacolas e pacotes de todas as formas, cores e tamanhos são tão relacionados às comemorações de Natal quanto a árvore, o bom velhinho e o peru.</p>

<p>Neste ano, no entanto, os pacotes chegaram antes. E de todas as formas, em vários países e de quantias diversas. Nos Estados Unidos, o pacote foi de US$ 700 bilhões, aqui na Grã-Bretanha o governo decidiu alocar US$ 500 bi e na União Européia a proposta é injetar US$258 bilhões em um pacote para a zona do euro. </p>

<p>Uma boa quantia desse dinheiro todo será investida com um objetivo bem claro: o de estimular o consumo para aquecer a economia, que anda mal das pernas. </p>

<p>Na contramão dessa campanha toda por consumo, a Grã-Bretanha celebrou no último sábado, dia 29, o Buy Nothing Day (Dia sem Compras, em tradução livre). </p>

<p>A idéia é bem simples: passar um dia todo sem comprar nada e bem na época da euforia das compras de Natal. O primeiro Buy Nothing Day foi organizado em Vancouver em 1992 pelo artista canadense Ted Dave e mais tarde continuou sendo promovido pela Adbusters - uma ONG que faz campanhas anti-consumistas. </p>

<p>Na divulgação para a imprensa na época, a organização classificava o BND como "um dia para a sociedade examinar a questão do consumo exagerado". </p>

<p>Eu faço aqui a minha <em>mea culpa</em>. Não saí pelas ruas enlouquecida, consumista inveterada, fazendo compras. Mas confesso que dei um pulo ao supermercado pra garantir o final de semana. </p>

<p>Furei o Buy Nothing Day. Mas também não esperei as portas das lojas aqui de Londres abrirem às sete da manhã para fazer minhas compras de Natal. E prometo não cair na onda das promoções de final de ano quando a gente sempre acaba comprando o que não precisa. </p>

<p>Mas ainda não sei como serão minhas compras nesse Natal. Alguém aí, como eu, anda pensando em gastar menos?<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/12/neste_natal_os_pacotes_chegara.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 15:18:57 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>A anglofonia e a telefonia</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="celular_203.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/celular_203.jpg" width="203" height="300" class="mt-image-none" style="" /></span> Os britânicos, quem diria, terão que aprender a falar inglês com sotaque americano. Pelo menos se quiserem usar a nova ferramenta de busca ativada pela voz e disponível em um modelo de celular de última geração. </p>

<p>A nova tecnologia deveria ser bem simples. Basta acessar a internet pelo celular em questão e entrar no Google para fazer uma busca. No entanto, ao invés de digitar a sua pesquisa, bastaria falar o que deseja procurar. </p>

<p>Ao pronunciar a palavra "pub" ou "bar", por exemplo, a ferramenta traria informações sobre os bares mais próximos, as melhores promoções, etc. </p>

<p>Então, imaginem o susto dos britânicos ao tentar usar a tecnologia e ao falar a tão inglesa "pub", ao invés de informações úteis sobre os tradicionais bares, a ferramenta te enviar dados sobre sites de namoro e relacionamento!</p>

<p>Ou, ao falar a palavra "fish" (peixe), a busca relacionar sites sobre "sex" (sexo). </p>

<p>A notícia se espalhou por aqui e foi tema de matérias em diversos jornais britânicos nessa semana. Alguns usuários contavam suas experiências - bizarras, eu diria - sobre os enganos cometidos pela nova ferramenta e que lembram as cômicas confusões da velhinha surda do programa televisivo A Praça é Nossa. </p>

<p>Aparentemente, a tecnologia foi desenvolvida nos Estados Unidos e não reconhece sotaques que não sejam do inglês americano. </p>

<p>Em entrevistas aos jornais, os ingleses - pais da língua, diga-se de passagem - disseram que estão tentando adaptar o sempre tão distinto sotaque britânico e improvisar uma fala um pouco mais "texana". </p>

<p>Um porta-voz do Google citado por um dos jornais afirmou que os britânicos são bem vindos para tentar usar a nova ferramenta, mas que eles não podem garantir que irá funcionar com o sotaque daqui.  </p>

<p>Nada de anglofonia nessa telefonia moderna. E eu dou razão para qualquer inglês que ficar furioso com a confusão. </p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/11/a_anglofonia_e_a_telefonia.shtml</link>
	<guid>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/11/a_anglofonia_e_a_telefonia.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 14:13:40 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>David Beckham, a crise e a casa muito engraçada</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="beckham_203.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/beckham_203.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span> A casa é muito engraçada. Tem teto e até lugar para "fazer pipi" e deve sim ter sido feita com muito esmero. Fica na Norman Road, no bairro de classe média Leytonstone, ao leste de Londres, mas poderia estar na rua dos Bobos, número zero - como já cantava Vinícius de Moraes. </p>

<p>Quinze dias depois do anúncio da Royal Institution of Chartered Surveyors, entidade que representa os avalistas de imóveis britânicos, de que a venda de propriedades na Grã-Bretanha havia atingido o menor nível em trinta anos, a residência em questão passou a valer £600 mil libras a mais, assim, do dia para a noite. </p>

<p>Um comerciante do bairro de Leytonstone estava fazendo uma pesquisa sobre pessoas famosas que haviam morado na região. Deu sorte. Entre os residentes célebres, o bairro já tinha abrigado Alfred Hitchcock e o agora polêmico apresentador de TV Jonathan Ross. Foi então que ele se deparou com a informação de que o local também hospedava a primeira casa do ídolo do futebol britânico David Beckham. O jogador teria morado na casa na rua Norman até os dois anos de idade.</p>

<p>Com a informação em mãos, ele entrou em contato com o atual proprietário do imóvel, que acabou por concordar em vender sua propriedade e colocou o comerciante para comandar a negociação.   </p>

<p>Um anúncio publicado no site de classificados gumtree (foto) descreve a casa com três quartos, jardim, piso de madeira e todas as comodidades. O preço: £850 mil (R$2,9 milhões). Caso Beckham não tivesse vivido lá, no entanto, quando ainda nem chutava bola, o imóvel valeria cerca de £250 mil (R$870 mil) - a média do bairro para uma casa como essa. </p>

<p>Em entrevistas em diversos meios de comunicação aqui de Londres, o "corretor", Colin Evans, diz que recebeu uma oferta de £1 milhão de um colecionador de objetos de Beckham. </p>

<p>Apesar disso, Evans diz que vai esperar para ver se consegue uma oferta melhor. Ou aguardar para ver se o próprio ídolo não resolve comprar a casa que um dia pertenceu à sua família. </p>

<p>Se a moda pega, corretor de imóveis em período de crise vai virar pesquisador, casa barata vai virar imóvel caro, jogador de futebol vai querer comprar propriedades em subúrbio classe média de Londres e a crise no mercado imobiliário vai virar notícia do caderno de esportes. Daí, só vai faltar o mar virar sertão.</p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/11/david_beckham_a_crise_e_a_casa.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 15:17:54 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Para você passear com Cildo Meireles; leia, veja e comente.</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="cildo_sala203.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/cildo_sala203.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span> Ainda bem que eu pude filmar a retrospectiva de Cildo Meireles na Tate Modern, aqui em Londres. Penso que seria uma injustiça sem tamanho falar da exposição sem que pudesse dar a todos a oportunidade de também visualizar um pouco não apenas do visual impecável das obras do brasileiro, mas também participar delas, já que foi com essa intenção que foram feitas. </p>

<p>Ao entrar, a primeira sala decepciona um pouco. Alguns quadros na parede, outras obras em plintos, molduras. Até você pisar no segundo ambiente da exposição e ver seus conceitos de peso, medida, tempo e espaço revistos. Até Meireles nos convidar para deixar o seu universo e entrar no de suas obras. </p>

<p><a href="https://bbclatestnews.pages.dev/portuguese/pop/081114_video_cildotate_pop.shtml">Assista a um clipe com as principais obras da exposição</a></p>

<p>Em todas as oito grandes instalações presentes na exposição, o convite de se aventurar entre, dentro, ao redor e através das obras se refaz. </p>

<p>Seja nas moedas, óstias e ossos da macabra Missões - um chão de moedas e um teto de ossos unidos por um cordão de hóstias. Ou ainda na variedade de texturas da instalação <em>Através</em>, com suas grades, arames farpados e chão de vidros quebrados que repele pela aparência mas seduz na possibilidade de continuar explorando o "labirinto proibido", como chamou Meireles. </p>

<p>Uma das principais atrações (e experiências) da mostra é a instalação <em>Fontes</em>. Inspirada na espiral da Via Láctea, a sala é um labirinto de metros que caem do teto, em quatro paredes forradas de relógios e um chão coberto de números. </p>

<p>Os objetos trazem em si, como esclarece o próprio Meireles, a possibilidade das medidas, de tempo e de espaço. Curiosamente, essas são exatamente as noções que eu perdi ao entrar na obra do artista. </p>

<p><a href="https://bbclatestnews.pages.dev/portuguese/pop/081114_video_cildofontes_pop.shtml">Veja aqui um clipe da instalação</a></p>

<p>Outra atração são os três ambientes que compõem a série <em>Desvio para o Vermelho</em>. Na entrada, o espectador se depara com uma sala branca mobiliada apenas com móveis e objetos vermelhos. </p>

<p>A frieza do que poderia ser uma página de uma revista de decoração logo se transforma em uma experiência envolvente, novamente por causa da participação.</p>

<p>Eu abri as portas do guarda-roupa, as gavetas, a geladeira, tudo para encontrar mais e mais objetos, roupas, papéis e adereços vermelhos. Daí a experiência de explorar a obra se torna tão envolvente quanto a cor dos móveis. </p>

<p><a href="https://bbclatestnews.pages.dev/portuguese/pop/081114_video_cildovermelho_pop.shtml">Assista a um clipe da instalação</a></p>

<p>Andar pela Tate Modern em caminhos instalados por Cildo Meireles é certamente um grande programa cultural, mas, sobretudo, uma grata experiência sensorial. </p>

<p>Depois de Hélio Oiticica, a Tate Modern surpreende com a mostra de Meireles. </p>

<p>Em comum, os dois possuem a afinidade pelo tão brasileiro movimento neoconcreto e seus preceitos de transformar a arte em um organismo vivo, em aproximá-la da vida e em convidar o espectador a deixar de sê-lo e se tornar parte da obra. </p>

<p>Um convite que, no caso dessa exposição de Meireles, parece irresistível. </p>

<p>Com a sagacidade de artistas como Duchamp ou Magritte, Meireles faz ainda um outro convite: o de repensar a obra de arte. </p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
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	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 12:50:19 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Desta vez, é Bagdá que está chamando</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="bagda_203.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/bagda_203.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span>A guerra do Iraque não perdeu seu lugar nas manchetes durante a cobertura das eleições presidenciais americanas. Pelo contrário. </p>

<p>O futuro do conflito em território iraquiano é uma das grandes expectativas do governo de Obama e uma das principais discussões sobre as relações internacionais dos EUA sob a tutela do presidente eleito. </p>

<p>Nesse final de semana, no entanto, uma exposição em Londres me fez recordar do início da invasão americana no país. </p>

<p>O centro cultural Barbican abriga, até 25 de janeiro, três exposições com a temática de guerra. Uma delas traz as fotos de guerra de Robert Capa, a outra uma retrospectiva de sua parceira, Gerda Taro, e a terceira, uma coletiva de diversos artistas sobre o tema. </p>

<p>Um deles, o holandês Geert van Kesteren, fotografou a população iraquiana logo após a invasão. As fotos revelam um pouco do caos em que se transformou a vida civil no país, as valas comuns que de repente começaram a aparecer, as interrogações em Abu Ghraib e dura realidade pós-invasão. </p>

<p>No entanto, foi a série Baghdad Calling (Bagdá está chamando, em tradução literal), de 2006, que mais revelou a realidade dos iraquianos. </p>

<p>Depois de registrar o início da guerra, o fotógrafo foi à Síria, Jordânia e Turquia para fotografar os refugiados e descobriu a importância das imagens feitas por eles com telefones celulares e enviadas às famílias que permaneceram no Iraque. </p>

<p>Kesteren então reuniu diversas dessas fotos em uma grande série - um álbum de fotografias do que parece ser uma só família. </p>

<p>Apesar do apelo público das fotos de Capa, é a série de Kesteren que traz a realidade da guerra mais próxima e nos faz lembrar que, anos mais tarde, Bagdá continua chamando. <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 14:54:23 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>As tradições daqui e de lá</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="fogos.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/fogos.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span> Quando morei nos Estados Unidos, eu era uma adolescente de 16 anos que nunca tinha ouvido falar no Homecoming e que achou curioso a primeira vez que uma criança bateu na porta de casa fantasiada dizendo: Trick or treat, no dia do Halloween. </p>

<p>Também achei pra lá de esquisito comemorar o Natal com um almoço no dia 25 de dezembro e dormir na noite do dia 24, quando eu e minha família sempre comemoramos a data com uma ceia. </p>

<p>Morar longe de casa tem dessas coisas. Assim como a gente ensina os estrangeiros aí no Brasil a pular a fogueira de São João e usar branco no reveillon, eles também vão compartilhando um pouco das tradições e rituais do país que a gente escolheu para morar. </p>

<p>Então aqui em Londres já não é mais surpresa ver o pessoal usando uma papoula de papel vermelha na lapela durante o mês de novembro para relembrar aqueles que se sacrificaram nas guerras. </p>

<p>E novembro é ainda o mês de outra tradição do Reino Unido: a Bonfire Night. A noite relembra o dia 5 de novembro de 1605, quando o "rebelde católico" Guy Fawkes tentou explodir o Parlamento britânico e mandar o rei James I para os ares. </p>

<p>Desde então, os britânicos comemoram o fracasso da empreitada de Fawkes com shows de fogos de artifício na noite do dia 5. </p>

<p>Ontem, quando desci na estação de Canada Water, onde moro, me impressionei com a multidão que estava reunida nas redondezas. Até olhar para o alto e ver os fogos. </p>

<p>A gente pode até esquecer das datas das tradições que não fazem parte da nossa vida desde criança, mas certamente não deixamos de comemorar. </p>

<p>Assisti ao show até o final e já estou me preparando para o próximo, no sábado. Pode até não ser Réveillon em Copacabana, mas a festa é garantida.</p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
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	<category>london</category>
	<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 15:21:23 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Uma caipirinha sem hortelã, please. Leia e comente.</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="caipirinha.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/caipirinha.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span>  Deu no Diário Oficial. A boa e velha caipirinha - a bebida nacional brasileira de fama internacional - agora além de cachaça, limão, açúcar e gelo, vem também com Instrução Normativa (IN).</p>

<p>Assinada pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a IN 55 estabelece as regras e critérios para a produção da caipirinha, tanto no Brasil como no exterior. </p>

<p>Segundo a orientação legal, registrada em cartório e com firma assinada como se diz na brincadeira, o açúcar "permitido" é a sacarose, "em quantidade não superior a cento e cinqüenta gramas por litro". </p>

<p>E seu garçom, não se incomode de pegar o limão do quintal para a minha bebida. Pela nova regulamentação, o limão "pode ser adicionado na forma desidratada" e em quantidade devidamente pré-estabelecida. </p>

<p>A instrução determina ainda que água pode ser adicionada à bebida, apenas para "padronização da graduação alcoólica do produto final". </p>

<p>As novas normas para a produção de uma boa caipirinha podem até soar um pouco restritas demais para nós, brasileiros, que desde sempre aprendemos o modo correto de cortar o limão - tirando a parte branca para não azedar, é bom lembrar - e a proporção certa de cachaça pra ficar com aquele gostinho de acompanhar qualquer feijoada. </p>

<p>No entanto, para nós, brasileiros que moramos no exterior, a instrução normativa - coisa que parece mais de inglês do que de brasileiro - para a preparação da bebida é very welcome, yes sir. </p>

<p>Pobre de mim, uma vez em um bar perto do famoso Soho, em Londres. Fui pedir uma caipirinha pro barman que parecia ser de algum país do leste europeu. Caprichei no sotaque e pedi uma "caipirrrrinha", please. </p>

<p>Nada barata, dona caipira por aqui, diga-se de passagem. Com cachaça não-mineira, o cokctail pode custar entre £5 (R$17) e £10 (R$35). Fico imaginando sempre quantas boas garrafas de boas cachaças esse valor não compraria no Brasil. </p>

<p>Mas voltando ao Soho. O barman fez estripulias atrás do balcão para me servir uma caipirinha com hortelã. Excuse, me. Eu pedi uma caipirinha, não um mojito. </p>

<p>A Instrução Normativa 55 pode até não virar popular no Brasil, onde muita gente vai quebrar os padrões milimétricos estabelecidos pelas normas. Mas por aqui, ela certamente faria um bem tremendo para a identidade da nossa bebida. </p>

<p>Chiclete com banana, tudo bem. Mas caipirinha com hortelã?<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/11/uma_caipirinha_sem_hortela_ple.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 13:58:12 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>O rio Amazonas na TV britânica; leia e comente</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="amazon_203.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/amazon_203.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span> Há uma semana, os britânicos puderam acompanhar - certamente colados na tela da televisão e com a pipoquinha ao lado - o último episódio da série <em>Amazon</em>, apresentada por Bruce Perry e transmitida pela BBC2. </p>

<p>Dividida em seis partes, a série mostrou a viagem de Perry pelo rio Amazonas, desde a nascente, nos Andes, até o encontro com o mar no estado do Pará. No total, o aventureiro viajou mais de 6 mil quilômetros por mar, ar e terra e mostrou em vídeo a vida das comunidades ribeirinhas. </p>

<p>Por um lado, Perry faz um pouco mais do mesmo ao mostrar um roteiro bastante tradicional das produções estrangeiras em terras amazônicas e, principalmente, em tribos indígenas. </p>

<p>Ele mostra a pesca do Pirarucu e dos jacarés, toma a ayahuasca, dorme em redes em barcos e no meio da floresta Amazônica. Na fronteira, ele documenta o tráfico de drogas e durante o trajeto, o desmatamento da região e os projetos de desenvolvimento sustentável. </p>

<p>No entanto, a série Amazon vai além desse olhar, principalmente pela abordagem bastante pessoal de Perry nas comunidades que visita. </p>

<p>Em um dos episódios, Perry mostra uma mina de ouro ilegal em Grota Rica, enquanto em outro ele vai a festas com milionários na cidade de Manaus e assiste a um jogo de futebol da seleção brasileira em uma aldeia de pescadores. </p>

<p>De certa forma, a série conseguiu revelar com certa intimidade a diversidade do maior rio do mundo e das comunidades banhadas pelo Amazonas. E sua viagem foi acompanhada, de perto, por milhões de expectadores britânicos, ávidos por conhecer as muitas facetas da região. </p>

<p>Além da série, Perry lançou ainda o CD Amazon/Tribe - Songs for Survival. O álbum é dividido em duas partes: a primeira, intitulada Amazon, traz composições originais feitas a partir de gravações que a equipe fez durante a viagem. </p>

<p>Nessa parte, músicos como Cat Stevens, KT Tunstall, Coldplay e A-ha mostram faixas originais inspiradas nas gravações. Já a segunda parte do álbum traz samples de gravações feitas in loco pelo apresentador. </p>

<p>As águas do Amazonas acabam de banhar a televisão britânica e devem também invadir as ondas do rádio. Eu, brasileira que só, sinto que as mesmas águas não banhem com tanta freqüência a televisão aberta aí desse Brasil, que tanto olha para fora e é tão ávido por conhecer a si mesmo. </p>

<p>Para assistir trechos da série, acesse:  https://bbclatestnews.pages.dev/amazon<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/10/o_rio_amazonas_na_tv_britanica.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 13:49:26 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Londres é verde até no leite</title>
	<description><![CDATA[<p>Quando cheguei a Londres fiquei intrigada com as campanhas de reciclagem por aqui. Vinda de Curitiba, onde aprendi desde pequena distinguir o que era lixo do "lixo que não é lixo", sempre achei que as coisas estariam um pouco mais avançadas neste aspecto por aqui. Pois não estão. De acordo com os dados oficiais, os londrinos reciclam apenas 21% das 3.4 milhões de toneladas de lixo por ano. </p>

<p>No entanto, ser ecologicamente correto em Londres virou moda, quase de passarela. Na Grã-Bretanha, noiva casa de branco, mas, se quiser, tem um casamento “verde” – sem emissões de carbono, com papel reciclado, flores naturais e todos os adereços que não prejudicam o meio ambiente. </p>

<p>Outras opções verdes incluem as urnas biodegradáveis para guardar cinzas de cremações; os brinquedos das crianças feitos com produtos reciclados e os carrinhos de controle remoto que funcionam a base de água. </p>

<p>Mas o mais novo lançamento "verde" para compradores de produtos orgânicos e afins é o leite vendido em saquinhos plásticos. Isso mesmo, o nosso tradicional saquinho de leite (famoso por sempre furar nas sacolas ou nas prateleiras dos mercados) é a nova moda por aqui. E vem com uma jarrinha reciclável, anunciam os vendedores. </p>

<p>Apesar de não serem fabricados com material orgânico biodegradável, os saquinhos usam 75% menos plástico que as tradicionais garrafas e são mais fáceis de reciclar, o que por si só já torna a moda um tanto mais atraente. </p>

<p>Atraente o suficiente para conquistar os consumidores britânicos? Não se enganem. Os britânicos, que compram leite em embalagens de caixinha e garrafas de vidro ou plástico, já tentaram lançar os leites em saquinho na década de 70 e pararam logo em seguida pela baixa procura. </p>

<p>Há poucos meses, uma das redes de supermercados mais caras por aqui lançou novamente a idéia, agregando o valor "verde" e conseqüentemente <em>fashion</em> ao produto. </p>

<p><img alt="leite.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/leite.jpg" width="203" height="300" /></p>

<p>Como já era de se esperar, a moda pegou. As vendas foram tão boas que os donos resolveram aumentar o número de lojas onde as embalagens são vendidas e pretendem aumentar a oferta.  </p>

<p>Ao contrário do Brasil, no entanto, o leite em saquinho aqui é orgânico e mais caro que os outros. </p>

<p>Saquinhos de leite no Brasil nunca foram – nem saíram – de moda. Eles fazem parte da nossa lista de compras na padaria, junto com os (saudosos) pãezinhos.</p>

<p>Sempre suspeitei que, no Brasil, éramos verdes e não sabíamos. A suspeita agora pode ser confirmada, pelo menos aqui na Inglaterra.</p>]]></description>
         <dc:creator>Neli Pereira 
Neli Pereira
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/02/londres_e_verde_ate_no_leite.shtml</link>
	<guid>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/02/londres_e_verde_ate_no_leite.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 16:14:04 +0000</pubDate>
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