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<title>
London Talk
 - 
Iracema Sodre
</title>
<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/</link>
<description>Novidades, curiosidades sobre o cotidiano na capital britânica.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2010</copyright>
<lastBuildDate>Thu, 15 Oct 2009 17:07:16 +0000</lastBuildDate>
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<item>
	<title>Tricô, restaurante e gorros personalizados</title>
	<description><![CDATA[<p><br />
Ver um grupo de mulheres jovens tricotando (literalmente) em algum café ou livraria não é uma visão comum no Rio de Janeiro.</p>

<p>Por isso, fiquei espantada, aqui em Londres, todas as vezes em que me deparei com garotas "cool", moderninhas, sacando da bolsa agulhas e novelos enquanto conversam com as amigas.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="fifteen300.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/fifteen300.jpg" width="300" height="200" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Tudo bem que o clima carioca não ajuda. Calor e roupas de lã não combinam muito. Mas eu sempre associei tricô a senhoras fofas, como a minha avó, tricoteira de mão de cheia.</p>

<p>O fato é que aqui, tricô é moda. Há <a href="http://www.stitchandbitchlondon.co.uk/">grupos organizados</a> que aceitam integrantes a partir dos 16 anos e se encontram semanalmente no centro de Londres para tricotar e fofocar. E elas ensinam de graça a quem quiser aprender.</p>

<p>Outra prova do sucesso do tricô feito a mão na Grã-Bretanha é o <a href="http://www.granniesinc.co.uk/">Grannies Inc</a>., uma loja online idealizada por Katie Mowat, de 27 anos, que vende gorros personalizados, feitos de acordo com o desenho do cliente. </p>

<p>Em entrevista ao jornal britânico <em>Telegraph</em>, Mowat disse que aprendeu a fazer tricô durante o ano que passou estudando na Califórnia. Parece que a coisa é moda nos Estados Unidos também.</p>

<p>"Eu dividia um apartamento com quatro meninas e todas elas tricotavam no tempo livre. Havia gente tricotando nos ônibus, nas salas de aula. Julia Roberts estava tricotando, até o Russell Crowe", disse ela.</p>

<p>O último adepto é o chef de cozinha e celebridade internacional Jamie Oliver. Bem, não literalmente.</p>

<p>O restaurante que ele criou em Londres para treinar jovens cozinheiros, o <a href="http://www.fifteenshop.net/engine/shop/index.html">Fifteen</a>, acaba de colocar à venda, em edição limitada, um kit de tricô (foto).</p>

<p>A ideia foi uma forma de aproveitar a lã dos carneiros que são servidos, depois de maravilhosamente preparados, no restaurante. E bem a tempo para o natal.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/10/_ver_um_grupo_de.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 17:07:16 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Iguarias chinesas</title>
	<description><![CDATA[<p>Volta e meia, quando recebo visitas aqui em Londres, resolvo levá-las para almoçar em China Town.</p>

<p>É um bom lugar para comer as minhas crispy duck pancakes (foto). Mas sempre acabo me arrependendo quando faço aquele pedido típico de turista, menus prontos com vários pratos como porco agridoce, camarões fritos, legumes, arroz e as minhas panquequinhas de pato de entrada.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="crispyduckblog.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/crispyduckblog.jpg" width="300" height="200" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Basta olhar para as mesas do lado para ver que nenhum chinês que se preze pede esses pratos.</p>

<p>A comida deles sempre parece mais autêntica e interessante. Mas é difícil encontrar o que eles pediram no cardápio, porque muitas vezes os pratos não estão lá.</p>

<p>Procurando na Internet, descobri que vários restaurantes têm menus para "estrangeiros" e menus para chineses. Além disso, mesmo que haja um só cardápio, eles fazem pedidos "off-menu". </p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="dimsumnova.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/dimsumnova.jpg" width="150" height="210" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span></p>

<p>Ainda assim, o que eu vou fazer da próxima vez é pesquisar bem que restaurante ir e qual o prato mais recomendado, em vez de escolher o meu "especial turista" tradicional.</p>

<p>Uma coisa que é sempre uma boa pedida são os dim sums (foto ao lado), comidinhas em pequenas porções, que podem ser fritas, cozidas no vapor ou assadas, normalmente servidas na hora do almoço, acompanhadas de chá.</p>

<p>Em Londres, há vários restaurantes especializados nessas iguarias, o que significa que é possível comê-las a qualquer hora do dia...<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/07/iguarias_chinesas.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 17:32:48 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>O jardim dos britânicos</title>
	<description><![CDATA[<p>Eu não sabia muito sobre a paixão dos ingleses pelos jardins até vir morar aqui em Londres. </p>

<p>Hoje, tenho um vizinho, já velhinho, que dedica todo o seu tempo a cuidar dos canteiros ao redor do prédio onde moramos. Os pais de outra vizinha também acham um jeitinho de plantar tomates e podar plantas todas as vezes que vêm visitar.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="cottagegarden226283.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/cottagegarden226283.jpg" width="226" height="283" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Eles cuidam da minha parte dos canteiros também e eu acho ótimo. Apesar de adorar flores, não tenho a menor ideia de como cuidar das plantas, usar adubos etc. Mas quando a primavera chega e o tempo vai esquentando, até que me dá vontade de começar a aprender. </p>

<p>O meu chefe aqui na BBC também disse hoje que está interessado em umas aulas de jardinagem, depois de ter destruído o gramado da casa dele colocando remédio demais para as ervas daninhas e exagerando na potência do cortador.</p>

<p>Mas quem mora em Londres e não tem seu próprio espaço verde para cultivar pode apelar para uma alternativa: alugar um lote (<a href="http://www.london.gov.uk/allotments/">allotment</a>). Você paga uma taxa anual (que pode chegar a 100 libras, ou R$ 325) e se compromete a passar pelo menos quatro horas semanais com as mãos na terra. </p>

<p>Os mais experientes podem ousar e <a href="http://www.rhs.org.uk/news/olympicpark.asp">enviar ideias para um jardim </a>que está sendo criado no Parque Olímpico, para os jogos de 2012. </p>

<p>Jardineiros amadores de todo o país podem mandar propostas, já que o objetivo é fazer com que os visitantes se sintam como se estivessem passeando pelo jardim da casa de alguém. </p>

<p>Os dois vencedores, um jovem e um adulto, vão ser escolhidos pelo público e vão ter uma equipe de paisagistas à disposição para ajudá-los no trabalho. Alguém se habilita?</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/04/o_jardim_dos_britanicos.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 19:17:38 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>As praias daqui e as de lá</title>
	<description><![CDATA[<p>Os britânicos passam os muitos meses de "inverno" obcecados com a ideia de fugir para algum lugar ensolarado, uma praia em um paraíso tropical. </p>

<p>Não é que não haja balneários interessantes aqui nas terras da rainha. Na verdade, há praias lindíssimas. O problema é que você só consegue curtir essas praias de biquíni ou calção uns três dias no ano. </p>

<p>Nos outros, só vestindo roupa de mergulhador para aguentar as águas congelantes. Ou ficando na areia, atrás de um daqueles troços para te proteger do vento (foto), com uma garrafa térmica cheia de chá ao lado.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="praiamargate386.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/praiamargate386.jpg" width="386" height="226" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

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Aliás eu sempre achei curioso como a nossa expressão "isso não é a minha praia" em inglês vira "it's not my cup of tea", que significa "não é a minha xícara de chá".</p>

<p>E foi justamente esta comparação entre as duas culturas que o jornal <em>The Guardian </em>usou na apresentação de seu <a href="http://www.guardian.co.uk/travel/2009/apr/15/beach-brazil-top-10">ranking das dez melhores praias do Brasil</a>.</p>

<p>A lista deles, feita por "especialistas", vai de uma praia de rio, no Pará, a outra em Florianópolis, passando por várias partes do país.</p>

<p>Eu não estive em todas elas, é claro, mas meu voto iria para a Baía do Sancho, em Fernando de Noronha. Vocês têm alguma preferência?<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/04/as_praias_daqui_e_as_de_la.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 18:15:11 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>A maternidade em tempos de crise</title>
	<description><![CDATA[<p>Há aspectos muito interessantes de ser mãe em Londres. Um deles é a cara de surpresa das outras mães do meu bairro quando eu digo que trabalho em tempo integral. </p>

<p>Como meu emprego aqui na BBC tem horários pouco convencionais, eu acabo tendo tempo de levar minha filha de 2 anos a aulas de música e sessões de histórias na biblioteca. E se eu estou lá, elas assumem que também sou uma "full-time mum". Quando descobrem que não é bem isso, vêm com comentários como: "Você deve morrer de saudades dela! Ela vai para a creche? Coitadinha!" </p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="maebebe386.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/maebebe386.jpg" width="386" height="217" class="mt-image-centre" style="" /></span></p>

<p>Confesso que, às vezes, tenho uma pontinha de inveja daquelas mães com seus carrinhos de bebê tomando um café despreocupado na mesinha da calçada, jogando conversa fora com outras mães, com tempo de sobra para levar as crianças para mil passeios, enquanto eu corro descabelada para levar minha filha para a creche, para pegar o trem para o trabalho, e às vezes ainda fico cozinhando até altas horas da noite.</p>

<p>Mas devo dizer que, na maioria das vezes, me sinto mesmo é privilegiada por poder exercer a profissão que escolhi, ter um tempo saudável longe das mamadeiras e bonecas e saber que o tempo que tenho com a minha filha tem que ser aproveitado minuto por minuto. </p>

<p>De qualquer maneira, acho que o importante é que as mulheres possam tomar a decisão de ficar em casa ou de voltar ao batente depois que têm filhos.  Aqui, antes da crise, era comum que as mães parassem de trabalhar por dois ou três anos, às vezes mais, e depois retomassem as carreiras. </p>

<p>Agora, em tempos mais difíceis, tenho lido reportagens que mostram que essa opção está se tornando cada vez mais complicada, já que muitos maridos, antes bem sucedidos, estão agora desempregados e dependendo das mulheres para o sustento da casa. </p>

<p>Além disso, as britânicas agora têm mais medo de não conseguirem voltar ao mercado de trabalho depois de tanto tempo afastadas, coisa que há muitos e muitos anos já acontece no Brasil...<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/03/a_maternidade_em_tempos_de_cri.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 18:56:10 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Um protesto bem britânico</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="protest440.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/protest440.jpg" width="440" height="267" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>Chá, bolo e sanduíche de pepino. Este foi o cardápio de um piquenique incomum na área de embarque de um dos maiores aeroportos do mundo, o de Heathrow, em Londres, esta semana.</p>

<p>Os manifestantes reunidos ali, alguns fantasiados com roupas antigas (foto acima), protestavam de forma pacífica e bem-humorada contra a construção de mais uma pista no aeroporto e pediam que os passageiros trocassem as viagens curtas de avião pelos trens e barcos. Tudo em defesa do meio ambiente.</p>

<p>A campanha já conseguiu a adesão de gente famosa. A atriz Emma Thompson, vencedora do Oscar, faz parte de um grupo de celebridades, políticos, cientistas e ativistas que decidiu tomar uma atitude para evitar a ampliação de Heathrow.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="protest203.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/protest203.jpg" width="203" height="300" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Eles compraram um terreno de 4 mil metros quadrados na área que seria usada para construir a terceira pista do aeroporto e agora pretendem revender pequenos lotes, sem lucro, para milhares de pessoas preocupadas com o aquecimento global ao redor do mundo. O objetivo é dificultar ao máximo a vida do governo na hora de expropriar as terras para a obra.</p>

<p>Os que são pró-expansão dizem que ela é fundamental para a geração de empregos e investimentos e para a competitividade da economia britânica no longo prazo. </p>

<p>Quem é contra alega que a ampliação vai destruir uma vila inteira e aumentar os níveis de barulho na região, além de gerar mais gases do efeito estufa.</p>

<p>A decisão sobre Heathrow deve sair na semana que vem. Mas se o governo der sinal verde para as obras, os manifestantes prometem deixar as xícaras de chá de lado e montar protestos, digamos, tradicionais. <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/01/um_protesto_bem_britanico.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 18:14:00 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Ateus saem do armário em Londres</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="atheistbus.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/atheistbus.jpg" width="422" height="272" class="mt-image-left" style="text-align: left; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>"Deus provavelmente não existe. Agora, pare de se preocupar e aproveite a vida". Este é o slogan de uma grande campanha, com anúncios em ônibus e metrôs da capital britânica, que pretende estimular os ateus a saírem do armário.</p>

<p>A idéia começou com um certo tom de brincadeira, quando a comediante Ariane Sherine (foto) sugeriu que um "ônibus ateu" circulasse pela cidade como contrapartida às propagandas religiosas que condenavam os não-cristãos ao inferno.  </p>

<p>Ela começou a coletar doações para a campanha com a meta de arrecadar 6 mil libras, o equivalente a R$ 20 mil. Nem ela acreditou quando, em menos de dois dias, a conta do banco já registrava 87 mil libras. </p>

<p>A modesta campanha planejada para os ônibus londrinos se transformou em um mega esforço publicitário de mais de 135 mil libras, com anúncios extras no metrô - citando ateus famosos como a atriz Katharine Hepburn e a poetisa Emily Dickinson - e mensagens em telas eletrônicas no centro da cidade.</p>

<p>Alguns teólogos elogiaram a iniciativa dizendo que o slogan encoraja as pessoas a pensarem sobre a existência de Deus e pode dar início a discussões interessantes em torno das religiões, mas há quem diga que a coisa boa dos ateus era justamente que eles não tentavam convencer ninguém de sua não-crença. </p>

<p>Agora, eles teriam se igualado aos pregadores religiosos... <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/01/ateus_saem_do_armario_em_londr.shtml</link>
	<guid>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/01/ateus_saem_do_armario_em_londr.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 17:29:56 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Rainha na TV, vinho quente e mince pies</title>
	<description><![CDATA[<p>Natal em Londres é feito de:</p>

<p>- Um friozinho com cheiro de vinho quente, castanhas assadas e tangerinas.<br />
<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="castanha.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/castanha.jpg" width="203" height="277" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span><br />
- A tradicionalíssima mensagem da rainha transmitida pela televisão. Há quem se programe para assistir, há quem decida boicotar abertamente e há quem mude para o Channel 4 para assistir à "mensagem de natal alternativa" de alguma celebridade polêmica, produzida pelo canal desde 1993. </p>

<p>- Apostas para saber quem vai estar no topo das paradas musicais no natal. Este ano, a disputa está sem graça. Todo mundo acha que a vencedora do show de talentos X Factor, Alexandra Burke, vai conquistar a importantíssima posição com a sua versão de "Halleluia". Mas tem gente que nem cantor é e que também está na disputa, entre eles DJs e comediantes.</p>

<p>- Canções de natal. Já que estamos falando de música, posso expressar meu espírito pouco natalino e disser que estou enjoando das versões horrendas das músicas de natal que sou obrigada a ouvir toda vez que entro numa farmácia, supermercado ou mesmo no restaurante da BBC.<br />
 <br />
- Mince Pies. O nome sugere que se trata de tortas de "mince" ou carne moída, mas na verdade elas são apenas pequenas tortas, do tamanho de empadinhas, recheadas com maçãs, passas e temperos. Bem gostosas. O nome vem da versão medieval da receita. Essas sim tinham pedaços de fígado e outras carnes, misturados com ovos cozidos e gengibre e, às vezes, frutas secas. <span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="mincepie.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/mincepie.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span></p>

<p>- Christmas Pudding. Para ficar na gastronomia com séculos de tradição. Quem faz direito começa a preparar quase um mês antes do natal. Na hora do almoço do dia 25, o bolo cheio de frutas e nozes é flambado e trazido para mesa ainda em chamas, muitas vezes sob uma salva de palmas. As receitas de família são secretas e passadas de geração em geração.</p>

<p>- Avalanche de cartões de natal. Minha filha de dois anos já recebeu dezenas e, obviamente, ela não sabe nem ler. Mas vá lá. É simpático saber que os ingleses dedicam seu tempo, artigo raro no fim do ano, a escrever mensagens de boas festas para todo mundo que conhecem.</p>

<p>- Os calendários do advento. São caixinhas com os dias do Advento (o período imediatamente anterior ao nascimento de Jesus, segundo a tradição cristã) que se tornaram a alegria da criançada por aqui. Cada um dos dias que precedem o natal tem uma janelinha e, lá dentro, um chocolate ou um brinquedinho. 24 lembrancinhas! Nada mal...  </p>

<p>Boas festas para todos!<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/12/vinho_quente_castanhas_e_tange.shtml</link>
	<guid>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/12/vinho_quente_castanhas_e_tange.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 19:10:17 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Vida íntima na televisão</title>
	<description><![CDATA[<p>Eu sempre me perguntei o que faz alguém ir para frente de uma câmera de televisão e expor detalhes de sua vida pessoal.</p>

<p>Um documentário exibido recentemente aqui na Grã-Bretanha trouxe uma das respostas possíveis para esta pergunta. </p>

<p><a href="http://www.chosen.org.uk/">'Chosen' </a>(ou 'Escolhidos', em tradução livre) conta a história do abuso sexual sistemático sofrido por três meninos num internato britânico. Hoje adultos, eles explicam por que mantiveram o silêncio por 30 anos e por que, agora, decidiram vir a público.</p>

<p>Tom, Alastair e Mark foram vítimas de diferentes professores na mesma escola, mas se sentiam em parte culpados pelo abuso, tinham vergonha do que tinham passado. Eles também não queriam que seus pais tivessem a certeza de que o colégio escolhido a dedo por eles e os professores que eles tanto respeitavam tinham causado tamanho sofrimento a seus filhos.</p>

<p>Agora, com os pais mortos e com os próprios filhos como lembrança constante da fragilidade das crianças diante de predadores sexuais, eles decidiram contar a própria história como alerta sobre o que acontece à nossa volta e sobre como os pedófilos agem.</p>

<p>Mas nem sempre os motivos para aparecer diante das câmeras são tão nobres. Há um caso aqui na Grã-Bretanha de um casal que mentiu sobre um relacionamento incestuoso só para ganhar os cinco minutos de fama na televisão.</p>

<p>Programas que prometem cirurgias plásticas, roupas novas e conselhos sobre estética também levam as pessoas a se expor de forma por vezes exagerada em troca do "prêmio".</p>

<p>Mas eu acho que também há pessoas que acreditam que falar sobre experiências íntimas na TV - em programas de auditório, onde são julgadas sob aplausos ou vaias da platéia, por exemplo - pode funcionar como uma forma de terapia. Ou pelo menos é isso que os produtores dos tais programas devem ter falado para eles...   <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/10/eu_sempre_me_perguntei_o.shtml</link>
	<guid>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/10/eu_sempre_me_perguntei_o.shtml</guid>
	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 14:50:48 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Racionamento de carne, vegetarianos e o meio ambiente</title>
	<description><![CDATA[<p>Um dos mais abrangentes relatórios sobre o efeito dos alimentos na mudança climática acaba de ser publicado aqui na Grã-Bretanha e o veredicto é o seguinte: as pessoas devem ser proibidas de comer mais do que quatro pequenas porções de carne (um total de 500g) e o equivalente a um litro de leite em laticínios por semana.</p>

<p>Minha reação quando li a notícia no jornal 'The Guardian' foi de choque. Tudo bem pedir moderação na dieta, pelo bem da natureza, ou explicar didaticamente como o arroto das vacas, cheio de metano, é danoso para o meio ambiente. Mas racionamento passa um pouco dos limites, para o meu gosto.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="churrasco.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/churrasco.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Além do corte de carne (e não é só carne vermelha, vejam bem) e de laticínios, o estudo da "Food Climate Research Network", da Universidade de Surrey, também sugeriu que deve haver uma redução no consumo de comidas "de baixo valor nutricional", como bebidas alcoólicas, doces e chocolates.</p>

<p>Tudo que é bom aparentemente aumenta a emissão de gases do efeito estufa. O lado bom da história é que eles desistiram de tentar convencer todo mundo a virar vegetariano. Nada contra quem opta por se abster dos prazeres da carne (no sentido literal), mas livre arbítrio é bom e eu gosto.</p>

<p>Estou mais para a sugestão do chefe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, Rajendra Pachauri:  podíamos todos ter pelo menos um dia por semana sem carne nenhuma. Isso eu acho que agüento...<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/09/racionamento_de_carne_vegetari.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 17:53:49 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Um futuro mais verde</title>
	<description><![CDATA[<p>Viagens de Zeppelin, fazendas verticais, energia gerada pelo nosso próprio corpo. Essas são algumas das idéias de um projeto que busca visualizar a vida num futuro próximo com uma redução significativa das emissões de carbono.</p>

<p>O "Low Carbon Living 2022", criado pela ONG Forum for the Future, diz que para vivermos num mundo sustentável é preciso pensar em produtos e serviços que melhorem nossa qualidade de vida, ao mesmo tempo em que reduzam as emissões de gases do efeito estufa.</p>

<p>Nesse clima é que eles acham que em menos de quinze anos podemos todos estar trabalhando e encontrando amigos sem sair de casa, através de um super vídeo link; andando num sistema de tráfego automatizado, que funciona no piloto-automático em esquema de comboio; vivendo em casas pré-fabricadas modulares, que se adaptam às necessidades dos moradores. </p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="tomatoes2.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/tomatoes2.jpg" width="470" height="186" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span> Algumas dessas idéias parecem coisas saídas dos Jetsons, aquele desenho animado da minha infância. Mas outras das sugestões já estão ganhando força, pelo menos por aqui.</p>

<p>Uma delas é a de as pessoas plantarem frutas e vegetais em casa, mesmo nas cidades grandes. Aqui em Londres, ter jardim em casa é algo muito valorizado e plantar os próprios legumes e ervas não é incomum. Eu mesma tenho uns tomatinhos no canteiro em frente à porta do apartamento.</p>

<p>Tem gente até indo mais longe e criando as próprias galinhas no quintal para garantir um suprimento barato de ovos e frango sem hormônios. É quase uma volta no tempo.</p>

<p>Mas quem não tem paciência de plantar e criar tudo o que come, pode sempre recorrer aos serviços que entregam produtos orgânicos, de fazendeiros locais, na porta da sua casa. Só é preciso desembolsar umas libras a mais... <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
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	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/09/um_futuro_mais_verde.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 19:40:18 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>A chegada dos gastrossexuais</title>
	<description><![CDATA[<p>Uma revolução subestimada. É assim que foi classificada por uma pesquisa britânica a chegada dos homens às cozinhas do país. </p>

<p>Os números impressionam: desde 1961 o tempo que os homens passam cozinhando e lavando louça aumentou mais de cinco vezes, de meros cinco minutos para 27 minutos diários.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="jamieoliver.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/jamieoliver.jpg" width="203" height="259" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>A atividade, que antes era vista como algo para os "efeminados", agora virou coisa de macho, graças (ainda segundo a tal pesquisa, encomendada por um grupo de produtos alimentícios chamado PurAsia) à imagem passada por chefs famosos como Jamie Oliver (na foto com a esposa) e Gordon Ramsay. Cozinhar, hoje em dia, faria os homens passarem uma imagem mais sofisticada e moderna.</p>

<p>Mas o melhor é a nova categoria criada na tal pesquisa, a dos gastrossexuais. Segundo o documento, os gastrossexuais são, em sua maioria, homens entre 25 e 44 anos, bem-sucedidos e com uma paixão por culinárias do mundo todo. </p>

<p>E por que eles estariam tão interessados em comida?</p>

<p>1 - Como um hobby, uma forma de se atualizar<br />
2 - Para receber elogios, já que os gastrossexuais gostam de exibir suas habilidades<br />
3 - Para impressionar namoradas em potencial ou mesmo para seduzir</p>

<p>Ao contrário do que se imaginaria, eles não cozinham só em churrascos e em festinhas para os amigos. 53% dos entrevistados aqui na Grã-Bretanha disseram cozinhar usando diferentes ingredientes (logo não apenas abrindo uma lata ou esquentando alguma coisa no microondas) quase todos os dias! E garantem que preferem preparar elaborados pratos estrangeiros no lugar das receitas mais tradicionais.</p>

<p>É uma tendência interessante...desde que eles não abandonem as panelas e espátulas assim que arrumarem uma mulher, claro.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
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	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/08/a_chegada_dos_gastrossexuais.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 18:07:00 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>O médico da família era o &apos;monstro&apos;</title>
	<description><![CDATA[<p>Esta semana, o jornal The Guardian trouxe uma reportagem com a história de Nick Medic, que vive em Londres, e teve um choque na segunda-feira quando descobriu que o médico de terapias alternativas de sua família era ninguém menos que Radovan Karadzic.</p>

<p>O ex-presidente sérvio da Bósnia é acusado de comandar o massacre de Srebrenica, em que 8 mil homens e meninos muçulmanos foram mortos, e o cerco de Sarajevo, que fez cerca de 11 mil vítimas, nos anos noventa.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="_44853828_compo_226b.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/_44853828_compo_226b.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>Medic é de origem sérvia e tem família em Belgrado, a capital do país. Ele contou ao jornal britânico que conheceu Karadzic através de sua mãe, fã dos seminários sobre bioenergética que ele dava.</p>

<p>O Dr. David, como Karadzic se apresentava, chegou a fazer massagens na esposa de Medic e em suas filhas gêmeas, de sete anos.</p>

<p>"Eu acho que muitos sérvios discordariam de mim por causa de seu nacionalismo, mas para mim não há diferença alguma entre Karadzic e as pessoas julgadas em Nuremberg. É a mesma mentalidade. É como se Josef Mengele fosse o médico da nossa família", disse Medic ao Guardian.</p>

<p>"Eu o desprezo. E agora, ele não é apenas um criminoso de guerra, mas também um bandidinho comum. Não sinto nenhuma pena dele."</p>

<p>Deve ser difícil saber que alguém que desperta sentimentos tão negativos possa ter se aproximado tanto de sua família a ponto de participar de festas e eventos íntimos.</p>

<p>A mãe de Medic disse que Karadzic andava nervoso nos últimos tempos, provavelmente por que ele saberia que com as mudanças no governo sérvio e nos serviços de segurança do país, seu disfarce "new age" não duraria muito. </p>

<p>Agora, Medic - e aposto que muitos outros sérvios que cruzaram o caminho do doutor alternativo - lamenta mesmo é não ter reconhecido que o senhor com jeito hippie e barba branca era Karadzic. Um pouquinho de calmante no café do homem, e ele podia ter embolsado a recompensa de 5 milhões de dólares... <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/07/o_medico_da_familia_era_o_mons.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 16:31:38 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>De onde vêm os cabelos?</title>
	<description><![CDATA[<p>As mulheres brasileiras têm fama de vaidosas, mas depois que vim morar em Londres, vi que as européias (as britânicas em particular) também gastam muito tempo e dinheiro para se embelezar. </p>

<p>As indústrias de bronzeamento artificial e de aplique de cabelos, por exemplo, são enormes por aqui. Por isso, na mesma onda da preocupação com a origem das roupas vendidas na Grã-Bretanha, agora todo mundo quer saber de onde vêm os cabelos usados nas "hair extensions" que adornam as cabeças de celebridades e de gente comum também.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="jamelia.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/jamelia.jpg" width="203" height="374" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Eu já tinha ouvido aquelas histórias de gangues que cortam rabos-de-cavalo de meninas nas ruas para vender ou de presidiárias que têm os cabelos cortados e vendidos à revelia, até as versões que diziam que os apliques vinham de gente morta, mas nunca tinha me interessado muito pelo assunto.</p>

<p>Agora, um documentário da BBC, apresentado pela cantora pop Jamelia - bem famosa por aqui, mas quase desconhecida no Brasil, acho eu - foi traçar a origem das madeixas que viram apliques como o usado por ela própria na foto acima.</p>

<p>No melhor estilo investigativo, ela foi até a Rússia, onde viu uma menina de treze anos vender o lindo, loiro e longuíssimo cabelo por 100 libras (aproximadamente R$ 320), apesar de que a compradora do cabelo confessou que normalmente essas meninas recebem apenas um quinto deste valor.  Quando os fios chegam a Londres, eles podem ser vendidos por mais de mil libras, ou seja, algo em torno de 3 mil reais.</p>

<p>Em outra parte do documentário, Jamelia pediu uma análise de laboratório de uma mecha do cabelo que ela usou para apresentar um sorteio de loteria na televisão.  Os resultados indicaram que a dona dos cabelos morava na região do Chenai, na Índia, perto de uma grande cidade, e comia muito peixe (!).</p>

<p>E lá se foi a cantora descobrir que os hindus têm um ritual de sacrifício da beleza em que eles raspam completamente a cabeça em agradecimento por uma benção ou como forma de pedir algo aos Deuses. Adivinhem o que acontece com os longos cabelos negros? São vendidos pelos templos a fábricas, que processam e exportam os apliques.</p>

<p>Mas de exploradores, os templos passam a bons moços, quando Jamelia vê que eles usam o dinheiro conseguido com a venda dos cabelos para alimentar os pobres indianos.</p>

<p>No fim, um assunto que eu pensei que seria bastante superficial acabou rendendo um programa interessante sobre a importância dos cabelos compridos em algumas culturas, e de sacrifícios por motivos financeiros ou espirituais que acabam virando parte da fogueira das vaidades em que vivemos hoje em dia.  <br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/07/de_onde_vem_os_cabelos.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 18:01:49 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Roupa barata: comprar ou não comprar?</title>
	<description><![CDATA[<p>Para começar, vou confessar os meus pecados. Pouco depois que cheguei a Londres, há quase cinco anos, descobri a Primark. Eu, que era estudante, e tinha um orçamento que podemos chamar de limitado, não podia acreditar que havia uma loja onde era possível comprar blusinhas por uma libra (cerca de três reais), calças jeans por três e jaquetas por menos de dez. As roupas são bonitinhas, inspiradas em modelos exibidos nas passarelas, mas a qualidade deixa a desejar, claro. Mesmo assim, ainda é melhor que a de algumas lojas "de marca" no Brasil.</p>

<p>Então, ótimo. Roupas bonitas e baratas em Londres. Eu não sabia que era pecado, mas era. Descobri duas semanas atrás, quando uma reportagem investigativa para o programa Panorama, da BBC, mostrou que algumas das roupas da Primark eram feitas por crianças trabalhando em péssimas condições em favelas e campos de refugiados na Índia.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="_44751337_primark226bbc.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/_44751337_primark226bbc.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Não se pode dizer que isso é exatamente uma surpresa. Se pensarmos um pouco, é difícil acreditar que algo que foi produzido do outro lado do mundo possa custar tão barato e ainda dar lucro para alguém (já que, obviamente, a Primark é uma empresa que vai de vento em popa e isso não acontece com quem vende roupas por menos do que o preço de custo).</p>

<p>Como dizem os especialistas em comércio ético, alguém está pagando pelas suas roupas e produtos baratos, seja com salários baixíssimos, péssimas condições de trabalho ou práticas duvidosas, como o uso de pesticidas nas plantações de algodão, tintas sendo despejadas em rios ou maus-tratos de animais.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="primarkgirl.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/primarkgirl.jpg" width="203" height="152" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Mas, segundo redes como a Primark, os preços baixos são fruto de uma combinação da produção em grande escala, dos poucos gastos com publicidade e de lojas gigantes, de gerenciamento barato.</p>

<p>Assim que o escândalo de trabalho infantil foi exposto, a Primark encerrou os contratos com três fornecedores e fundou uma instituição em benefício de crianças. A loja tem um comitê de ética e diz que faz o possível para inspecionar e garantir que as leis sejam respeitadas nos locais onde suas roupas são produzidas. Mas a Primark alega que é quase impossível controlar os subcontratados de seus contratados.</p>

<p>E agora? É condenável continuar comprando nessas lojas baratas? Será que comprar roupas mais caras é garantia de que elas são produzidas "eticamente"? Os especialistas dizem que não. Roupas caras podem ser produzidas na mesma fábrica chinesa que o vestidinho de cinco libras da Primark.</p>

<p>O segredo seria descobrir de onde vêm e como são produzidas as roupas vendidas em cada loja. Tarefa complicada. Hoje em dia, todas as lojas por aqui se dizem "éticas", contra o trabalho infantil e outros abusos, e dizem fazer auditorias rigorosíssimas. A Primark era uma delas, antes da denúncia. </p>

<p>Essa é a questão. Estou dividida entre comprar as roupas de uma libra e depois ficar pensando se não estou financiando o trabalho infantil ou ficar interrogando gerentes de loja para saber a procedência dos produtos e ainda assim ficar com a pulga atrás da orelha quando voltar para casa com as sacolas cheias.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Iracema Sodre 
Iracema Sodre
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/07/roupa_barata_comprar_ou_nao_co.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 19:46:04 +0000</pubDate>
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