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<title>
London Talk
 - 
Daniel Gallas
</title>
<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/</link>
<description>Novidades, curiosidades sobre o cotidiano na capital britânica.</description>
<language>pt</language>
<copyright>Copyright 2013</copyright>
<lastBuildDate>Wed, 28 Apr 2010 16:18:10 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Uma eleição curta, discreta e diferente</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="london226.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/london226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span>Esta é a primeira eleição britânica que estou presenciando desde que me mudei para cá. Mas se eu não fosse jornalista, ligado toda hora na televisão, internet e jornais, acho bem provável que talvez eu sequer percebesse a campanha eleitoral.</p>

<p>A campanha aqui é curta e bastante discreta. Até o começo do mês, a eleição sequer tinha data marcada. No começo de abril, o primeiro-ministro Gordon Brown convocou o pleito nacional para o dia 6 de maio. Os eleitores têm um mês para tomar conhecimento das plataformas dos candidatos.</p>

<p>Nas ruas, não existem muitos sinais da campanha. Não há cartazes colados em todo o canto e nem comícios e passeatas, como é comum no Brasil. A forma mais visível de perceber as eleições são os "santinhos" deixados na minha casa, mas confesso que os confundo com a quantidade enorme de propagandas de tele-entrega e pedidos de doações para caridade.</p>

<p>A grande inovação desta disputa eleitoral tem sido os debates de candidatos na televisão, que até este pleito era inédito aqui. Mesmo sendo comuns no Brasil, eles ainda são muito diferentes do que nós brasileiros estamos acostumados.</p>

<p>Para os britânicos, o debate eleitoral já provocou uma mudança grande. Graças ao seu desempenho no primeiro debate, o liberal-democrata Nick Clegg, um azarão antes do começo da disputa eleitoral, passou a ser um dos favoritos na disputa contra o trabalhista Gordon Brown e o conservador David Cameron.</p>

<p>Para mim, a novidade foi ver o quanto é possível distinguir as posições de cada candidato em cada um dos assuntos. Nos debates de candidatos à Presidência que me lembro de ver no Brasil, nem sempre era fácil diferenciar as propostas e posições de cada candidato sobre os temas da eleição, tamanha a ambiguidade dos discursos eleitorais.</p>

<p>Conversando com alguns amigos britânicos, ouvi deles que a maior dificuldade dos eleitores aqui não é identificar claramente as ideologias de cada um, mas sim achar o "candidato perfeito".</p>

<p>Ou seja, achar o candidato que o eleitor julga ser mais compatível com suas ideias nos principais temas - economia, impostos, Afeganistão e Iraque, União Europeia e imigração. Nick Clegg e Gordon Brown, por exemplo, têm posturas mais comuns entre si do que David Cameron quando o assunto é integração britânica na União Europeia. Mas sobre o programa nuclear britânico, Brown está mais próximo de Cameron. O problema de se achar o candidato ideal, para meus amigos britânicos, é quase matemático: quem somar mais pontos ganha o voto.</p>

<p>Outra particularidade daqui é a dificuldade de se escolher entre interesses locais das nacionais. Na hora de votar, o eleitor escolhe apenas o político que representará o seu distrito no Parlamento, cabendo ao Legislativo depois escolher o primeiro-ministro. O partido com maioria elege o primeiro-ministro.</p>

<p>Em alguns casos, o eleitor pode ficar diante de um dilema, se ele tiver simpatia pelo candidato a primeiro-ministro de um partido, mas não gostar do candidato ao Parlamento que representa aquele partido no seu distrito.</p>

<p>Por fim, um elemento raro desta disputa eleitoral é a imprevisibilidade. A cada semana, as projeções de resultados mudam, e hoje, a uma semana do pleito, não há indícios claros do que vai acontecer. Aliás, o voto não é obrigatório, então não se sabe nem exatamente quantos eleitores terão disposição para ir às urnas na quinta-feira, dia 6 de maio.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Daniel Gallas 
Daniel Gallas
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	<category>london</category>
	<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 16:18:10 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Mais um dia de caos em Londres</title>
	<description><![CDATA[<p>Nunca deixo de me espantar com a falta de preparo de Londres contra a neve. A impressão que eu tenho é que qualquer neve, por menor que seja, já transforma a cidade em um cenário daqueles filmes de catástrofe, à la Hollywood.</p>

<p>No inverno passado, <a href="https://bbclatestnews.pages.dev/portuguese/reporterbbc/story/2009/02/090202_grabretanhaneveml.shtml">no dia 2 de fevereiro</a>, a cidade ficou completamente paralisada pela neve que caiu durante a madrugada.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="london226s.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/london226s.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span>Naquela ocasião, todo o transporte público foi cancelado e apenas os serviços essenciais funcionaram. Grande parte das pessoas sequer saiu de casa. Justiça seja feita, aquela tinha sido a maior nevasca do sudeste da Grã-Bretanha em 18 anos.</p>

<p>Nesta segunda-feira, a neve voltou a parar a cidade. Desta vez, caiu muito menos neve, mas novamente o estrago foi enorme. Acho que talvez tenha sido até um pouco pior do que a nevasca histórica, pois ela caiu à tarde, quando muitas pessoas já estavam no trabalho e não tiveram a opção de ficar em casa. À noite, as ruas estavam tomadas de pessoas querendo voltar para casa.</p>

<p>Saí do trabalho às 19h30 de ontem e fui tentar pegar o ônibus. Antes de sair, consultei o site da secretaria de Transportes de Londres que, naquela hora, informou que quase tudo estava funcionando normalmente.</p>

<p>Informação completamente falsa. Ao sair, a primeira parada que vi no centro da cidade tinha, no mínimo, 70 pessoas aglomeradas à espera do ônibus. Na rua, pouquíssimos carros circulavam.</p>

<p>Resolvi não perder tempo e comecei a caminhar os seis quilômetros que separam o trabalho da minha casa.</p>

<p>No trecho inicial, perto do rio Tâmisa, o que vi foram centenas de pessoas nas paradas de ônibus - inclusive vários idosos, gestantes e pessoas com cadeiras de roda, sem opção para chegar em casa e aguentando temperaturas próximas de zero. Os poucos táxis que circulavam já estavam ocupados.</p>

<p>Aqueles que, como eu, se aventuraram pelas ruas, tiveram que combinar a caminhada com patinação, já que várias calçadas ficaram cobertas com uma fina camada de gelo. Cheguei ileso em casa, mas vi quatro tombos ao longo do caminho.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="eurostar226s.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/eurostar226s.jpg" width="226" height="283" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span>No trecho mais próximo da minha casa, o cenário era o inverso. O congestionamento de carros e ônibus era quilométrico e as paradas estavam vazias. Ultrapassei mais de 15 ônibus a pé. A maioria não transportava passageiros, já que as pessoas perceberam que caminhar seria mais rápido. Nas calçadas, uma romaria de pedestres se juntou a mim.</p>

<p>Próximo da minha casa, todas as ruas estavam paradas devido a um grave acidente de carro. Na minha rua, vi três carros deslizando lentamente pelo gelo, completamente sem controle. Por sorte (ou milagre) ninguém se machucou nesse perigoso balé.</p>

<p>Só fui ter a dimensão real do caos na cidade quando - ao chegar em casa após uma hora e meia de "patinação no gelo cross-country" - vi pela televisão as notícias.</p>

<p>Alguns aeroportos fecharam; a British Airways cancelou 24 de 27 voos em Heathrow. Estradas na capital ficaram paradas - primeiro devido ao congestionamento causado pela neve e depois devido às centenas de carros que foram abandonados em plena pista (as autoridades pediram para os motoristas deixarem bilhetes com seus telefones no vidro do carro).</p>

<p>O Eurostar - serviço de trem entre Paris e Londres - está parado desde a semana passada, também devido a um problema relacionado à neve. O clima na estação de St. Pancras, de onde partem os trens, é de desespero e revolta popular.</p>

<p>Meu prejuízo foi pequeno até. Em vez dos 50 minutos que levo geralmente de ônibus ou bicicleta até a minha casa, precisei de uma hora e meia. Para outros colegas aqui da BBC Brasil, o drama foi maior. Alguns precisaram de mais de duas horas - mais do que o dobro do tempo normal.</p>

<p>Por que a cidade para assim? A impressão que eu tenho é que ninguém sabe explicar com certeza.</p>

<p>Um motivo comum apontado pela imprensa é a falta de caminhões de neve - que desobstruem as estradas e espalham sal e areia para aumentar o atrito nas pistas. Uma repórter da TV disse ter andado dezenas de quilômetros em Londres e visto apenas um caminhão em toda a cidade.</p>

<p>É incrível que a cidade fique nesse estado por tão pouco. A neve que caiu ontem não foi nada de extraordinário. <a href="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/esporte/2009/12/o_bairro_pobre_e_a_olimpiada.shtml">Uma cidade que está investindo tanto para receber as Olimpíadas em 2012</a> - que acontecerão no verão - talvez pudesse pensar um pouco também na sua infra-estrutura para aguentar o inverno.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="london2_466.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/london2_466.jpg" width="466" height="262" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>]]></description>
         <dc:creator>Daniel Gallas 
Daniel Gallas
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/12/mais_um_dia_de_caos_em_londres.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 13:41:38 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Bibliotecas públicas e a voz da comunidade</title>
	<description><![CDATA[<p>Esses dias eu percebi que um hábito de consumo meu mudou muito desde que me mudei para Londres. Eu praticamente parei de comprar livros aqui. Neste ano, só comprei dois livros.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="library226.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/library226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-none" style="" /></span>No entanto, 2009 foi um ano em que li vários livros - de clássicos a lançamentos recentes. O motivo disso são as excelentes bibliotecas públicas de Londres. É difícil achar defeitos nas bibliotecas daqui. Os catálogos são atualizadíssimos, quase sempre com várias cópias dos últimos lançamentos do mercado. Os prazos são flexíveis (três semanas por livro), com multas baixas e possibilidade de renovação pela internet.</p>

<p>Caso você não encontre um livro na sua biblioteca, mas que está disponível em outra do mesmo bairro, é possível encomendá-lo via internet para que ele seja retirado na biblioteca mais próxima da sua casa. Eu, que moro na fronteira de dois bairros de Londres - Lambeth e Southwark -, ainda tenho a vantagem de poder explorar os catálogos dos dois bairros.</p>

<p>Isso sem falar no vasto catálogo de CDs e DVDs, que são alugados a baixos preços. Isso explica por que há tão poucas locadoras de filmes em Londres. É impossível competir com a biblioteca pública.</p>

<p>Além disso, as bibliotecas se esforçam para unir pessoas de interesses comuns na comunidade. Há mais de um ano, minha esposa e eu estamos frequentando um grupo de leitores de quadrinhos. Nunca fui um grande fã das "graphic novels", mas confesso que graças ao grupo conheci vários quadrinhos com qualidade superior a de muitos livros da literatura clássica, como a série <em>Love & Rockets</em>, dos irmãos Hernandez.</p>

<p>Pois foi frequentando o grupo de quadrinhos que tive uma inusitada experiência de participação política nas decisões da comunidade daqui.</p>

<p>Há dois meses, os administradores das bibliotecas de Lambeth decidiram encerrar as atividades do grupo de quadrinhos do qual eu participo. Na visão deles, não havia necessidade de pagar hora extra para o funcionário que organizava os encontros. As reuniões acontecem uma vez por mês às 19h30, o único horário possível para quem trabalha durante o dia.</p>

<p>Nós não aceitamos uma possível troca de horário e o funcionário disse que, nesse caso, não havia nada que ele pudesse fazer para salvar o grupo, que teria de ser encerrado. Mas ele sugeriu que nós, os usuários do serviço, poderíamos enviar cartas e e-mails para protestar contra a decisão.</p>

<p>Depois de três e-mails enviados, a biblioteca recuou da decisão e optou por continuar com o encontro no horário marcado, arcando com os custos de se manter as reuniões naquele horário.</p>

<p>Ficamos contentes com a decisão, porque o grupo faz um trabalho de alta qualidade ao longo dos últimos quatro anos e com grande participação de pessoas da comunidade. Com ajuda de outros grupos de quadrinhos de Londres, já recebemos a visita de ilustradores famosos, como Kevin O'Neill, da <em>Liga de Cavalheiros Extraordinários</em>, e D'Israeli, de <em>Scarlet Traces</em>.</p>

<p>Fiquei pensando que algumas experiências da Grã-Bretanha eu gostaria muito de poder exportar para o Brasil. Uma delas é o acesso gratuito ou com baixo preço a livros, discos e filmes para todos - tudo com dinheiro público. A outra é a de ter a minha voz ouvida nas decisões da comunidade, por menores e mais irrelevantes que elas possam parecer para os demais.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Daniel Gallas 
Daniel Gallas
</dc:creator>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 12:02:43 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Um bom negócio é a melhor forma de arte</title>
	<description><![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="warhol226.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/warhol226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Andy Warhol dizia que ganhar dinheiro é arte, e que um bom negócio é a melhor forma de arte.</p>

<p>Esse polêmico ponto de vista é o que está em cartaz aqui em Londres, na galeria Tate Modern. No começo do mês, fui conferir a exposição <em>Pop Life: Art in a Material World</em>.</p>

<p>A exposição é uma retrospectiva de obras que desde o século passado provocam as reações mais extremas - admiração de outros artistas, mal-estar entre alguns críticos e, principalmente, rombos milionários nos bolsos de colecionadores de arte.</p>

<p>A exposição gerou polêmica até mesmo antes de abrir ao público, com direito a visita da <a href="https://bbclatestnews.pages.dev/portuguese/noticias/2009/10/091001_brooke_dg.shtml">Scotland Yard</a> e tudo.</p>

<p>Em cartaz, vi algumas coisas que eu nunca esperaria ver em um museu ou galeria de arte. Alguns exemplos:</p>

<ul>
	<li>uma sala inteira é dedicada às obras que o americano Jeff Koons criou logo após seu casamento com Ilona Staller, a famosa ex-atriz pornô italiana Cicciolina. São esculturas e pinturas de sexo explícito entre os dois. Koons sabia da curiosidade que o casamento entre um artista renomado e uma controversa estrela pornô, ocorrido em 1991, despertou na mídia, e tratou de se aproveitar disso para ganhar dinheiro.</li>

<p><li>a americana Andrea Fraser ultrapassou qualquer limite de prostituição da arte ou do artista. Em 2003, ela ofereceu-se para gravar um vídeo de uma hora de duração para o colecionador que oferecesse o melhor preço. Detalhe: o vídeo é da artista transando com o colecionador, que pagou US$ 20 mil pela obra, agora exposta no Tate.</li></p>

<p><li>se um bom negócio é a melhor arte, o britânico Damien Hirst é provavelmente o maior artista vivo. Em setembro de 2008, mês do estopim da crise financeira mundial, um leilão de obras de Hirst arrecadou 95 milhões de libras (mais de R$ 260 milhões). Na exposição no Tate Modern, Hirst recriou algumas obras suas - como a famosa False Idol (foto) - mas com novos detalhes em puro ouro. Hirst confessa na exposição que o único objetivo do ouro é encarecer suas obras ainda mais junto aos colecionadores.</li></p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="false_idol466.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/false_idol466.jpg" width="466" height="262" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p><li>um vídeo com a participação de Andy Warhol no breguíssimo seriado Barco do Amor, em 1985. No episódio, Warhol interpreta a si mesmo. Ele é convidado por um cruzeiro a escolher um dos tripulantes e imortalizá-lo como obra de arte, em um retrato. A participação de Andy Warhol tem dois objetivos: promover o artista (e encarecer sua obra) e brincar com a sua crescente reputação de exibicionista, que faz tudo pela fama.</li><br />
</ul></p>

<p>Será que um bom negócio é mesmo arte? Eu mesmo ainda não tenho certeza, mas não tenho dúvidas de que arte ou negócio formaram uma exposição espetacular e imperdível.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Daniel Gallas 
Daniel Gallas
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/10/um_bom_negocio_e_a_melhor_form.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 13:20:28 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Eleições e crise</title>
	<description><![CDATA[<p>Um país cujo poder econômico cresceu nos últimos anos e que enfrentará desafios enormes no futuro próximo irá às urnas em 2010 para decidir se dará mais um mandato ao partido que está há anos no poder ou se optará por mudanças no governo.</p>

<p>Poderíamos estar falando do Brasil, mas o país em questão é a Grã-Bretanha. Como o Brasil, com os oito anos do PT no poder, a Grã-Bretanha também está passando por uma era da esquerda no poder. Foram doze anos de Partido Trabalhista - dez com Tony Blair e dois com Gordon Brown.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="brown_cameron226.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/brown_cameron226.jpg" width="226" height="170" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" /></span></p>

<p>Mas o paralelo entre os dois países para por aí. Ao contrário do Brasil, que parece já ter deixado a recessão para trás e realizará eleições em meio a um razoável otimismo econômico, a Grã-Bretanha irá para as urnas diante de sérios problemas na economia, como consequência da crise financeira mundial. Esta semana, <a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/business/8292958.stm">um instituto indicou que a economia da Grã-Bretanha continua parada</a>, ao contrário de algumas previsões de que haveria uma lenta retomada do crescimento.</p>

<p>Estou impressionado como é nítido o efeito da crise no dia a dia em Londres. Vários amigos meus que moram aqui, de diversas nacionalidades, estão passando por algum tipo de dificuldade. Os que têm negócios próprios lutam para manter seus clientes e orçamentos. Os que são empregados estão vendo setores inteiros fecharem nas suas empresas, rezando para que não sejam o próximo nome na planilha de cortes. E os desempregados sobrevivem como podem, com cada vez menos oportunidades de inserção no mercado de trabalho e uma concorrência mais qualificada.</p>

<p>Esse cenário econômico sombrio está refletido no discurso dos políticos que estão concorrendo pelo poder. Para a imprensa britânica, esta é a eleição da "big choice", a grande escolha. Mas a grande escolha a ser feita parece ser apenas o tamanho dos cortes. Ambos os principais partidos - o Trabalhista, de Gordon Brown, e o Conservador, de David Cameron - prometem reduzir os gastos públicos para evitar que o endividamento do governo aumente ainda mais.</p>

<p>Como sintetiza <a href="http://www.economist.com/world/britain/displaystory.cfm?story_id=14540033">a revista Economist</a>, o "principal debate não é mais 'investimentos trabalhistas contra cortes conservadores'; são cortes trabalhistas contra cortes conservadores'.</p>

<p>O efeito do discurso dos dois principais partidos é desanimador para a maioria das pessoas que eu conheço. Além de lutar por sua sobrevivência, muitos temem que a redução dos investimentos do governo acarretará em outros tipos de perdas. Haverá menos serviços prestados pelo sistema de saúde pública? A idade de aposentadoria subirá? A qualidade do ensino vai cair? Haverá menos empregos no setor público? E a parte do setor privado que depende de gastos públicos, como vai ficar? Teremos que pagar mais impostos?</p>

<p>Claro que a Europa ainda está muito na frente do Brasil e da América Latina em diversos indicadores socioeconômicos. Não é à toa que imigrantes (muitos deles brasileiros) continuam vindo para Londres em busca de oportunidades, com crise ou sem crise. Mas este momento não deixa de ser um pouco irônico para mim, uma criança dos anos 80. Passei a minha infância na "década perdida" da América Latina. Agora, adulto, vejo de longe a América Latina crescendo economicamente e, aqui, a Europa diante de anos de crescimento lento e incertezas.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Daniel Gallas 
Daniel Gallas
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/10/eleicoes_e_crise.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 20:11:10 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Os caixas eletrônicos com gíria local</title>
	<description><![CDATA[<p>Um dos desafios, quando me mudei para Londres, foi conseguir entender o sotaque britânico. Aprendi inglês quando morei nos Estados Unidos, há 15 anos, e achei que a língua seria um problema menor ao chegar aqui, em 2007.</p>

<p>Mas o sotaque britânico pode ser bem difícil para um estrangeiro, algo que já ouvi até mesmo de alguns americanos. O problema maior são os muitos e diferentes sotaques das pessoas aqui da ilha. Lembro que em uma viagem para Glasgow, na Escócia, eu simplesmente não consegui entender nada do que o taxista me falou (e cruzei os dedos para ser levado ao hotel certo).</p>

<p>De todos os sotaques, o mais peculiar, na minha opinião, é o "cockney", um jeito de falar característico de londrinos do leste da cidade, em geral oriundos da "working class" (trabalhadores sem diploma universitário).</p>

<p>As pessoas que falam cockney tendem a não pronunciar muito bem as consoantes, ou às vezes ignorá-las por completo. "Hyde Park", por exemplo, vira "Hy' Par'". O jeito mais fácil de detectar o cockney é prestar atenção no fim das frases, que muitas vezes terminam com a expressão "innit?" ("isn't it?", no inglês normal; ou "né?", em bom português).</p>

<p>Mas a coisa é mais complicada. Dentro do sotaque existe ainda uma gíria, a Cockney Rhyming Slang, que consiste em substituir algumas palavras por expressões com significado totalmente diferente. A única semelhança entre a palavra e a expressão é no som: as duas precisam rimar.</p>

<p>Uma frase clássica do Cockney Rhyming Slang é "Can you Adam and Eve it?". A expressão "Adam and Eve" rima com a palavra "believe" (acreditar). Então, em Cockney Rhyming Slang, "can you adam and even it?" significa "can you believe it?" ("Dá para acreditar nisso?").</p>

<p>Assim se orientarem você a subir "apples e pears" em Londres, fique atento para escadas ("stairs"). Algumas gírias são deliberadamente malvadas. "Trouble and strife" ("confusão e briga") é "wife" ("esposa").</p>

<p>Reza uma das lendas que o dialeto foi criado por feirantes quando eles queriam se comunicar sem que os clientes entendessem.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="cockney_machine_pa_466.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/cockney_machine_pa_466.jpg" width="466" height="262" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p>O dialeto é um dos orgulhos dos londrinos do leste. Alguns caixas eletrônicos de bancos da região começaram a oferecer esta semana opções de línguas para os clientes: inglês ou Cockney Rhyming Slang. Os correntistas podem sacar "sausage & mash" ("cash", ou dinheiro), olhar seu extrato na "Charlie Sheen" ("screen", ou tela) ou desbloquear suas "Huckleberry Finns" ("PINs", ou senhas). <a href="https://bbclatestnews.pages.dev/portuguese/multimedia/2009/08/090827_cockney_cashmachine_video.shtml">Veja o vídeo do caixa eletrônico em Cockney Rhyming Slang</a>.</p>

<p>Fiquei pensando se algo parecido seria possível no Brasil. Alguém tem sugestões de como seria um caixa eletrônico com gírias tipicamente cariocas, gaúchas ou cearenses? Certamente impenetráveis para qualquer estrangeiro.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Daniel Gallas 
Daniel Gallas
</dc:creator>
	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2009/08/os_caixas_eletronicos_com_giri.shtml</link>
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	<category></category>
	<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 16:55:15 +0000</pubDate>
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<item>
	<title>Retirada do Iraque já é coisa do passado</title>
	<description><![CDATA[<p>Depois de anos de uma campanha dura e desgastante, ele decidiu retirar as tropas do Iraque e refazer a sua política externa. Também enfrentou conflitos em Israel e nos Bálcãs.</p>

<p>Não, o parágrafo acima não é uma notícia sobre a Casa Branca em 2008, mas sim um relato da vida do imperador romano Adriano, que governou no segundo século depois de Cristo.</p>

<p>Durante seu governo, Adriano retirou suas tropas da Mesopotâmia (região que inclui o atual Iraque), esmagou uma revolta na Judéia (atual Israel e territórios palestinos) e enfrentou conflitos na Macedônia, na região dos Bálcãs.</p>

<p>Na semana passada, eu fui ver a exposição sobre o imperador que acabou de abrir aqui no British Museum (o Museu Britânico).</p>

<p>A exposição é um exemplo perfeito da "reinvenção" do seu papel que os museus daqui tentam empreender.</p>

<p>Os museus de Londres - assim como em vários outros lugares - vêm tentando deixar de ser apenas um depósito de tesouros incalculáveis, para se tornarem instrumentos de reflexão sobre o presente.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="Imperador Adriano (76-138 d.C.)" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/hadrian203.jpg" width="203" height="304" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>Entre os museus daqui, o British Museum - onde Karl Marx escreveu <i>O Capital</i> - é sempre pioneiro, já que é um dos mais prestigiados e amados entre os britânicos.</p>

<p>Em 2004, em meio às notícias sobre o conflito de Darfur, o British abriu uma exposição sobre o Sudão antigo. No ano passado, enquanto os jornais destacavam a explosão econômica da China, o museu expôs seu rico acervo sobre o primeiro imperador chinês. E agora chegou a vez de Adriano.</p>

<p>Essas exposições "políticas" geram um grande barulho na imprensa daqui.</p>

<p>O crítico de arte Waldemar Januszczak escreveu que a mostra sobre o Sudão "iluminou o conflito de Darfur com muito mais cores do que qualquer reportagem de telejornal".</p>

<p>Na semana passada, colunistas dos maiores jornais debatiam sobre os detalhes da campanha de Adriano na Mesopotâmia.</p>

<p>Na televisão, o imperador ganhou um documentário de uma hora em pleno horário nobre.</p>

<p>E outros museus seguem a mesma onda do British. Quem viu a exposição sobre design e arquitetura da China no Victoria & Albert Museum, no começo do ano, saiu com a sensação de ter visitado a futurista Pequim, que foi construída para as Olimpíadas deste ano.</p>

<p>Na minha experiência, essas exposições realmente surtem efeito. Agora lendo jornal, depois de ver a exposição de Adriano, volta e meia fico com a sensação de que "essa história eu já conheço".<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Daniel Gallas 
Daniel Gallas
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	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 15:44:21 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Tudo é passageiro, menos o motorista</title>
	<description><![CDATA[<p>Quem vem de fora - principalmente do Brasil - costuma adorar o transporte público de Londres. São vários os atrativos de trens, metrôs e ônibus: eles são relativamente seguros (apesar de que isso parece estar mudando aos poucos), abrangem grandes partes da cidade (que é gigante), são bem sinalizados e operam em horários especiais (há várias linhas noturnas e 24 horas).</p>

<p>Bem menos atraentes costumam ser os motoristas, em especial os de ônibus. Motorista aqui tem um poder bastante grande. Cansei de pegar ônibus em que o condutor - que aqui acumula a função de cobrador também - simplesmente expulsou todo mundo do veículo, orientando os passageiros a esperarem na parada pelo próximo carro.</p>

<p>No ano passado, isso chegou a acontecer duas vezes em uma só jornada. Peguei três ônibus diferentes da mesma linha, apenas para ir do centro até a minha casa.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="londonbus203.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/londonbus203.jpg" width="203" height="259" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>Na primeira vez, a motorista havia brigado com um passageiro, por algum motivo que eu não entendi. Sem muita cerimônia, ela ligou o alto-falante e mandou todo mundo descer.</p>

<p>Todos ficamos um bom tempo na parada esperando o próximo ônibus, que se atrasou devido a obras no caminho. A algumas quadras de casa, mais uma evacuação. Desta vez, o motorista nem sequer explicou o motivo. Fui perguntar e ouvi - aos berros - que estava na hora do seu intervalo e que, por isso, ele estava levando o carro de volta para a garagem, azar dos passageiros.</p>

<p>Sorte com motoristas eu só fui ter na sexta-feira passada, tarde da noite. Estava no ônibus com minha mulher e uma amiga, quando o motorista ligou o alto-falante:</p>

<p>- Atenção, passageiros. Quem quiser ir até o fim da linha, por favor diga "Siiim".<br />
- Siiiiiiiim - foi a resposta geral.<br />
- Não. Se vocês realmente querem chegar até o fim da linha hoje, vocês têm que me dar um belo "Siiiiiim".<br />
- SIIIIIIIIIIIIM.<br />
- Então ok. Recebi a ordem da garagem para recolher o ônibus, mas danem-se (a expressão que ele usou foi outra) os patrões. No meu ônibus são os passageiros que mandam e hoje nós vamos até o fim da linha.</p>

<p>É uma pena que não seja sempre assim. Eu confesso que já perdi um pouco a paciência com o transporte público. Agora eu venho de bicicleta para o trabalho.</p>

<p>Engraçado que do lado de fora do ônibus minha relação com motoristas mudou completamente: são os que mais respeitam ciclistas, pelo menos na minha experiência.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Daniel Gallas 
Daniel Gallas
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	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/06/tudo_e_passageiro.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 18:11:51 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Caçando morcegos</title>
	<description><![CDATA[<p>Ingresso é sempre um problema. Essa é uma das lições que eu não canso de aprender em Londres. Aqui, nem sempre se pode fazer o que vem à cabeça, pois o risco de se topar com um cartaz "sold out" é grande.</p>

<p>Até mesmo eventos aparentemente menos populares, como uma caminhada coletiva à procura de morcegos, exigem planejamento prévio.</p>

<p>Não, eu não inventei isso. Na semana passada, o Parque de Dulwich, no sul de Londres, a algumas quadras da minha casa, ofereceu um passeio noturno na companhia de especialistas em morcegos.</p>

<p>Não sei se foi o inusitado da coisa, ou se foram as recomendações que recebi de um colega que já havia feito o passeio, mas resolvi dar uma chance aos morcegos.</p>

<p>Infelizmente, resolvi fazer as coisas da forma não-londrina, sem comprar ingressos antes. Cheguei cinco minutos depois da "bat-hora" que estava anunciada no cartaz e me dei mal: "sold out".</p>

<p>Cordialmente, uma funcionária do parque me disse que eu não poderia participar da palestra prévia com os especialistas e nem do comes-e-bebes preparado para o evento. Mas, se quisesse, poderia me juntar ao grupo quando começasse a caminhada.</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="bat.jpg" src="https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/bat.jpg" width="234" height="178" class="mt-image-none" style="" /></span></p>

<p>O sucesso do evento me impressionou. Além das 50 pessoas organizadas e pontuais que compraram o ingresso antecipado e compareceram na hora, outras 50 ficaram na mesma situação que eu e se anexaram ao grupo.</p>

<p>Éramos cem pessoas em plena noite quente de sexta-feira vagando pelo parque com lanternas e "bat-detectores" - uma espécie de rádio que capta os sons dos diferentes tipos de criaturas.</p>

<p>A verdade é que para mim um "tour de morcegos" desses pode ser algo estranho, mas para quem é britânico imagino que faça mais sentido e tenha um apelo interessante.</p>

<p>Os britânicos são obcecados com seus jardins e parques. Um panfleto distribuído no começo do evento ensina os participantes a identificar os diferentes tipos de morcegos e torná-los aliados na conservação de plantas e jardins (você sabia que um morcego pode comer até três mil insetos em apenas uma noite?).</p>

<p>Os mais interessados podem ligar para um "Bat-Fone", onde recebem orientações mais aprofundadas sobre como criar um "porto seguro para morcegos no seu próprio jardim". E quem estiver um nível acima disso pode se filiar ao Programa Nacional de Monitoramento de Morcegos e ajudar a Grã-Bretanha a descobrir novas espécies.</p>

<p>Aos poucos, estou descobrindo que não existe evento aparentemente menos popular aqui. Também já estou consultando a programação de maio de 2009.<br />
</p>]]></description>
         <dc:creator>Daniel Gallas 
Daniel Gallas
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	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2008/05/cacando_morcegos.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Tue, 13 May 2008 16:13:49 +0000</pubDate>
</item>

<item>
	<title>Spam Party</title>
	<description><![CDATA[<p>Tudo começou com um e-mail inofensivo da área de tecnologia da BBC informando que um serviço anti-spam da empresa entrara em manutenção para investigação de uma pane e que um servidor alternativo seria colocado em ação.</p>

<p>Não entendeu? Nem eu. Apaguei e continuei trabalhando.</p>

<p>Alguns minutos depois, recebo outro mail de um dos mais de 26 mil funcionários da BBC: "Porque estou recebendo isso?" E na seqüência, mais um punhado de mails com alguma variação da mesma pergunta.</p>

<p>No décimo mail, a explicação: estávamos todos em uma lista de avisos para funcionários da BBC com sobrenomes que começam com as letras G, H, I e J.</p>

<p>Ironicamente, o serviço anti-spam deu início a uma série de e-mails indesejados (ou seja, spam) de funcionários reclamando sobre... o recebimento de e-mails indesejados (pasmem, spam!).</p>

<p>Eu acho que a coisa começou a sair do controle lá pelo décimo sexto e-mail, quando um funcionário do escritório em Belgrado, na Sérvia, mandou a seguinte mensagem: "Eu apenas acho que todos gostariam de saber que está frio aqui e que tem uma banda cigana tocando".</p>

<p>Foi o divisor de águas. A partir de então, nos dividimos em dois grupos: os funcionários de G-J que estavam irritados com a proliferação de bobagens e os G-J que estavam(os) gostando da brincadeira.</p>

<p>O segundo grupo inclusive começou a planejar a Primeira Festa de Natal dos Funcionários Espameados da BBC com Iniciais de G, H, I e J.</p>

<p>Aqui estão alguns dos mais de 100 e-mails que recebi de funcionários da BBC - desde um correspondente de automobilismo na China à uma diretora de um seriado de televisão de ficção científica, aqui em Londres:</p>

<p>- "Alguém quer tomar uma cerveja hoje?"<br />
- "Parece uma boa, especialmente com uma banda cigana tocando no fundo"<br />
- "Estou me sentindo um pouco frágil hoje de manhã depois da festa de Natal de ontem, então talvez tenha que tomar uma cerveja outro dia."<br />
- "Posso trazer tortas de frutas?"<br />
- "Desculpa perturbar todos, mas eu gostaria de uma torta de frutas, porque hoje é meu aniversário."</p>]]></description>
         <dc:creator>Daniel Gallas 
Daniel Gallas
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	<link>https://bbclatestnews.pages.dev/blogs/portuguese/london/2007/12/spam_party.shtml</link>
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	<category>london</category>
	<pubDate>Thu, 13 Dec 2007 16:06:02 +0000</pubDate>
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